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15.9.06

Franz Ferdinand :: Uma segunda vez

crédito: Bernardo Lins
A primeira vez, a gente nunca esquece. É o que diz um certo fraseado de conhecimento popular. E a segunda vez? Não há uma constatação específica sobre isso. Na noite de quinta-feira, o Franz Ferdinand tocou pela segunda vez no Rio. E a primeira, confirmando a teoria, foi inesquecível para quem assistiu e para a própria banda.

Tanto é que logo no início, o vocalista, Alex Kapranos, disse que estavam muito felizes por terem voltado à cidade onde fizeram o melhor show da carreira do grupo. Ele, que por volta das 14 hs, saltou de uma van na porta da Fundição Progresso, acompanhado pelo guitarrista Nick McCarthy e foi dar uma volta pela Lapa, sob um ostentoso chapéu Panamá, entrou no palco com seu visual indefectível e demonstrava sinceridade quando falava da alegria de estar aqui.

A primeira música, "This boy", esquentou bem a galera. Vá lá que o pessoal vinha de um set matador dos DJs José Roberto Mahr e Edinho no qual testemunhou-se um coro de 6 mil vozes entoar freneticamente "I bet t hat you look good on the dance floor", "12:51" e "Yellow submarine". Mas depois da primeira, veio, inexoravelmente, a segunda. E a segunda, bem, você sabe, não é igual à primeira. Se não me engano, foi "Come on Home" que sucedeu "This Boy". A avalanche humana e o extâse coletivo da primeira faixa foram substituídos pela razão - que permitiu perceber o quão ruim estava o som, sem os agudos das guitarras, que se embolavam nas freqüências médias - e pelo senso de responsabilidade dos organizadores, que pararam o show para arrumar a frente do palco, que não estava agüentando a pressão humana. Não cabe elogios, porém. O que se fez foi só o mínimo. O correto era ter preparado bem o lugar para não ter que passar pelo constragimento de 10 minutos de show interrompido e de ter que pedir os cases de amplificadores da banda emprestados para colocar na frente do palco. Enfim, Rio de Janeiro.

Na volta do show, o que se viu foi a tentativa de se reproduzir o que aconteceu no Circo Voador, em fevereiro. Mas já entrou setembro e a boa-nova que anda por esses campos é que a relação da cidade com a banda já é especial e definitiva. Encontros de uma noite só e que não são nunca esquecidos. Mas como havia um segundo, do your best.

Contudo, a atmosfera não foi igual. E isso foi bacana, pois fez com que esse segundo encontro fosse o segundo e não apenas mais do mesmo. A maioria das 6 mil pessoas - muitas das quais compraram seus ingressos horas antes do show -, só conhecia os hits. Ao contrário do que se vira no Circo, quando todas as músicas foram cantadas com ardor por fãs insadecidos que esgotaram os ingressos em poucos dias, ontem, os hits foram sublimes. As outras foram normais. Não tanto pela performance do grupo, que foi espetacular sempre, mas, sobretudo, pelo som ruim e pela platéia mais mista, digamos assim.

Depois da primeira saída do palco e do retorno para o bis - que dessa vez foi bem mais curto do que no primeiro encontro - a galera já não sabia o que esperar daqueles últimos minutos. Porém, a performance em "This fire", a última da noite, com mais de 13 minutos de duração, com direito ao guitarrista Nick escalando as estruturas de sustentação da Fundição, foi o momento mais apoteótico das duas apresentações. Nem "Do you want to", nem "Take me out", nem "Michael" do primeiro show. Nem os auges desta segunda apresentação, como a execução de "Can't stop feeling", que segundo Kapranos, há anos eles não tocavam. Nem as notas do riff de "Seven Nation Army" durante "40 feet". Nem a execução de uma música inédita não identificada, com um violãozão na mão de Kapranos. Nem o "Happy Birthday" para o incontrolável baterista Paul Thomson - que disse que, se havia uma cidade no mundo onde ele queria estar no seu aniversário, esta cidade era o Rio. Nada.

E foi bom assim. Com a cidade incediada, eles saíram de cena, pela segunda e definitiva vez. Antes que o pessoal clamasse por mais uma volta, os DJs acertaram em cheio, de novo: "It's the end of the world as we know it". And I feel fine. E todos se sentiam fine. Foi a saidera perfeita, o chorinho. Ninguém reclamou. Todos voltaram para casa plenamente satisfeitos. Pela segunda vez.

Mas o primeiro, ah... aquele primeiro...

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Não existe nenhuma música nova chamada "Ghost in Rio". O que existe, sim, é uma música nova chamada "Ghost in a ditch" e outra chamada "Wine in the afternoon". Ambas tiveram takes gravados no Rio de Janeiro, mais precisamente no estúdio Cia dos Técnicos, na Rua Barata Ribeiro. Eles até tocaram uma das novas na Fundição, mas não sei identificar qual. O que existe com o Rio é o documentário filmado na primeira passagem da banda por aqui, pelo lendário Don Letts e que vai ao ar, pela primeira vez, neste fim-de-semana na TV inglesa e se chama "Rock it to Rio". É isso.

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Boas férias para a banda. Apesar de que começar férias tão merecidas em São Paulo não é... bem, deixa pra lá.

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"Hey Rio!!! Do you want to????????"

4 Opine:

At 19:33, Anonymous olivia said...

bom, oi show foi lindo, memso contando com o empurra empurra do início...

e o paul estava felicíssimo, conversando com a platéia e tudo (tentando, em espanhol)

eles tocaram lindsey wells (antes de começar o alex disse que era uma música nova que eles niunca tinham tocado aqui, mas está na internet desde antes do meio do ano).
E toicaram tb Can't stop feeling, uma das preferidas do kapranos. Foi a segunda vez em 2 anos que eles tocam ela ao vivo - "very special", nas palavras dele.

Lindo, com alguns problemas de som sim, mas a energia dos 5 compensa.

 
At 20:01, Anonymous bezao said...

show muito maneiro mesmo, som no inicio nao tava tao bom, depois ficava alternando entre bom e ruim, mas o que importou foi o astral do show, sensacional!

 
At 02:20, Anonymous Cius said...

O show mais show do ano facil facil!
show interrompido, nick homem-aranha, musica inedita, musica q nau era tocada a tempo, aniversario do batera, 6 mil cabeças, rocknrolllllllllll... mais emoçao do q isso so queimando a cidade literalmente!

 
At 13:17, Anonymous Anônimo said...

Que idiota ficar comparando São Paulo com Rio, de qual cidade eles gostaram mais, bah! Babaca.

 

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