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Bernardo Mortimer
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Bruno Maia
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27.6.07

The Mix-Up, Beastie Boys

Aí Eu Quero Ver



       O disco novo instrumental do Beastie Boys saiu hoje em lojas virtuais lá de fora, mas a essa altura todo mundo que gosta mesmo dos caras já ouviu várias vezes. Até em programa de rádio pela Internet ele já rodou, inteiro. Os timbres lembram mesmo o In Sound From Way Out!, disco dos garotos bestas instrumental de onze anos atrás, com a diferença de que em 96 o interesse de Ad Rock, Mike D e MCA pelo Tibet era maior. Isso se refletiu em uma busca por sons indianos, orientais, naquele disco. Misturados, claro, aos pedais de guitarra e teclados psicodélicos e cheios de sustain de Money Mark.
       Pois os sons de moog, wurlitzer e Rhodes continuam, e também os pedais de guitarra. Mas, onde tinha Índia, agora tem um pouco de Brasil. Tá, bem menos. Mas não dá para achar que é só a música Suco de Tangerina que tem uma influência (um) da passagem deles por aqui no ano passado, e (dois) da parceria de mais de dez anos com Mario Caldato. Essa, aliás, parece uma trilha de seriado de tv antigo, meio b. 14th Street Break também é parte brazileira: tem um pedaço em agogô e apito que pode lembrar uma bateria de escola de samba dessas de encontro Brasil-Japão nos arredores de Tóquio, ou sei lá. Mas não vai além disso.
       No geral, quem domina mesmo é Money Mark. Tivessem chamado o dj e mágico Mix Master Mike, e seria a dupla a dominar. E olha que eu sou fã dos três desde moleque...
       The Gala Event é etérea, sonolenta, clima esfumaçado. A partir de Off the Grid, música que já tinha vazado pelo youtube, mais ou menos na metade do disco, outra cara aparece. São inversões de dinâmica, que jogam as músicas para andamentos mais pesados e voltam. Na idéia de trilhas, seria o momento da perseguição de carros, da disputa entre herói e vilão na escadaria sem poder desperdiçar a pouca munição que restou no revólver, ou do mergulho em profundidade para salvar a mocinha que afunda junto com o navio. Mais velocidade, mais tensão...
      Os caras entendem de estúdio, botam a bateria mais seca ou mais harmônica de acordo com o que acham que combina com o wahwah de guitarra da vez, aumentam ou abaixam a presença da percussão meio latina de Alfredo Ortiz. Ou seja, clima sobra. É fechar os olhos e entrar.
       Falta é o humor que lá atrás eles usaram para o meu clipe preferido da adolescência, Sabotage. A malandragem meio impetuosa da década de 90, que até no último disco, To the 5 Boroughs, aparece aqui e ali.
       Só para destacar, ainda tem Dramastically Diferent e Kangaroo Rat que valem a atenção, além da também vazada no youtube The Rat Cage.

       Resumindo. É ruim? Não. É médio, então? Não. Mas se fosse o disco de outra banda, valeria ouvir tantas vezes tentando achar alguma coisa? Certamente não. É um funk-dub-jazz legal, e só. Duro é concluir que apesar daquele papo todo do Mike D de que mais do que qualquer outra coisa eles amam é ouvir boa música, hoje, em 2007, eu prefiro os três rimando no microfone.

       Mas a promessa é que esse instrumental seja relançado com voz e convidados. Aí eu quero ver...


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