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Bernardo Mortimer
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Bruno Maia
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27.9.05

especial: Caravana Maldita do Weezer

24/set 16:25
De sexta-feira à noite até agora, sábado à tarde, tudo que rolou foi uma longa viagem, com trânsito na Dutra, e ônibus perdido em Curitiba. A caravana é toda nerd, e em grande parte tem orgulho disso. Todos querem e estão aqui pelo Weezer.
As notícias no Rio eram que a procura por ingressos estava bem abaixo da expectativa. Um) A apresentação foi transferida da pedreira de Paulo Leminski - de 10 mil lugares - para certo Master Hall, de 4 mil. Dois) A caravana da Matriz, termômetro carioca do Curitiba Rock (ex-Pop) Festival, é representada por um bravo ônibus, não mais cinco. Tudo bem, o pacote anti-social dos que preferem vir de avião pagando a passagem por fora (ou usando milha do pai/trabalho) se esgotou rapidinho, e tem a estréia do Festival de Cinema do Rio, na cidade.
Pois bem, as notícias ao chegar em Curitiba: Um) O show de sábado, do Weezer, está esgotado: 3.500 ingressos vendidos. Dois) Lobão e Hurtmold não tocam mais. (Fica pra próxima eu assistir ao Takara na banda dele). Três) Bem, menos mal, o Acabou la Tequila está na cidade, de mapa na mão. Não vi o Kassin, nem o Donida. Gabriel Thomas está aí. Corre o boato de que não vai ter duas baterias no palco. Quatro) Não tem nada a ver, mas a Érika Martins vai gravar disco-solo e já botou Kung-Fu no repertório. Tequila!

Pessoas estão gritando "Weezer", na rua. Devem ser cariocas hospedados no hotel, mas enfim, estão na rua e dá pra ouvir do segundo andar. Uma garota foi assaltada na porta do hotel, perdeu a câmera fotográfica.

Depois de tomar banho, almoço no Bar do Alemão. O baixista e o baterista do Pixies comeram lá, ano passado, e a fachada do lugar é a foto da comunidade do Orkut da Caravana Maldita. É, o Weezer tem muitos fãs nerds.



25/set 15:35

A primeira banda que chamou a atenção, no sábado, foi a paulista Biônica. Um homem na guitarra e três mulheres com coroas de princesa, na bateria, baixo e voz, tratam de temas como o sequestro de Abílio Diniz e a morte da mãe do Bambi com postura punk, certa pose hippie de chocalhos na mão e muito descompromisso. Descompromisso que remete um pouco à boca suja do também paulista Cansei de Ser Sexy - que circulava pela platéia - mas sem o mesmo hype fashion e a mesma ironia. O CSS te agride com o desbunde, e você gosta ou não, entende ou bóia. E aí está o maior problema do Biônica: a baterista é boa e puxa pra frente o som, a guitarra é interessante, plasticamente a banda vai bem no palco, mas a vocalista não achou o tom. Quando alguém resolve cantar que vai te assustar, a primeira coisa que tem que acontecer é você esperar um susto. E, com o Biônica, todo o trabalho de ser diferente às bandas que se levam a sério cai porque falta compromisso com a brincadeira. Ninguém se assustou, a rebeldia era ensaiada.
Em seguida, a banda de um, Cidadão Instigado, sobe ao palco. Além do próprio CI Fernando Catatau, músicos de apoio aparecem (baixo, guitarra base, teclado e bateria) e dão de cara com um público pouco disposto a entrar na cabeçudisse cearense de incômodo ao senso comum. Um elo entre as possibilidades da guitarra elétrica e a loucura fora-da-ordem de Walter Franco. O show foi praticamente todo em cima do disco mais recente, 'Cidadão Instigado e o Método Tufo de Experiências', que ao vivo soa mais simples e fácil (estamos falando de instigação, lembre-se) do que o disco anterior, 'O Ciclo da Dê.Cadência'. Apesar de certa apatia, que ameaçava-se tornar animosidade no que a apresentação chegava ao fim, houve aplausos que eram mais do que um protocolo de respeito. Entre os cariocas malditos, pode-se dizer que uma sementinha instigada foi plantada. A música saideira foi a poética e existencial 'Lá Fora Tem', que se fosse pra usar uma gíria da caravana, seria desde já um clássico.



Acabou la Tequila: sem Donida, e com Kassin, a banda preferida de quem conhece parecia um pouco tensa ao entrar no palco. Talvez o mais tranquilo fosse o guitarrista Kassin. No lugar de Donida, Melvin (Carbona) assumiu o baixo. Pode ter sido pela reação da platéia sedenta de Weezer, ao fim do show instigado, pode ter sido pelos quase 4 mil (entre pagantes, MTV e convidados) que entraram ao entender que não dava mais pra ficar do lado de fora, podia ser por causa de roadies nerds avisando quanto tempo tinha que durar a apresentação, sei lá.
Um forte dedilhado abre o show: é o novo arranjo de "Péla-Saco", que é emendado com "Pra Lá em Tijuana". Fim dos dedilhados, vêm os acordes cheios e distorcidos de "Pensa Demais", seguida de "Flaming Moe" e assim por diante. No meio da platéia quatro ou cinco cariocas - a conta depende de eu me avaliar como neutro e observador imparcial, ou não - cantavam todas as letras sem poupar a voz para a diversão dos nerds que estava prometida para dali a pouco. Os curitibanos e tudo o mais que cercavam os tais cariocas estavam assustados, curitibanos e tudo o mais que, aliás, tinham um comportamento muito estranho para um festival, sem sexo ou drogas mas muita indumentária rock'n'roll. E no meio do show, um anúncio: "agora vai o nosso hit". E lá veio, com agora uns quatorze ou quinze cariocas gritando e rindo: "Eu não faço mais nada por você, não compro mais seu biscoito preferido, eu não passo, não cozinho, não faço mais... SACRIFÍCIO NÃO". Kassin até tocou. Dali a pouco o show acabaria, sem tocar 'Tranquilo" (elocubração: também, com a tensão que eles subiram ao palco...), "Deus Abençoe Pitágoras", "Ferina" ou "Eu não Preciso de Ninguém pra Ser Feliz". Antes d' "O fim", a música e o próprio, Kassin ainda atacou com a sensacional e anunciada como inédita "Um homem ao Mar".
Pois é, no sábado (na verdade é sexta) tem Kassin + 2, na festa especial da Loud, em 3 casas da Lapa, no Rio. A Casa da Matriz quer porque quer tirar a Loud do Cine Íris, por razões de grana de aluguel, e aposta num super-evento pra acabar com o papinho de que um não vive sem o outro. Sem entrar no mérito, o que se pretende aqui é lançar uma campanha mundial pro show do Circo, 22:30, do Kassin. Mande e-mail, deixe recado na secretária eletrônica, escreva numa cartolina, cria uma comunidade no Orkut, mande torpedos, conte em segredo e diga que não é pra espalhar, sei lá, mas faça o cara tocar essa música e depois gravá-la. É o meu pedido, e dele vou pro Weezer. (Só pra saber, essa música já rolou no K+2 no Sérgio Porto, bom sinal.)




O Weezer demorou pouco mais de uma hora para entrar no palco, o que significa que por quase uns setenta minutos quase 3 mil pessoas ficaram em pé, apertadas, algo cansadas, mas essencialmente ansiosas. Muito ansiosas, e algo entediadas. 3 mil porque umas outras mil estavam no segundo e terceiro andares de mezanino, vivendo outros apertos talvez tão chatos quanto o do povo de baixo. O trabalho dos roadies era monótono de se assistir, e não dava pista nenhuma sobre quanto faltava para começar o lance sério. O dj começou querendo animar a galera, e botou Ramones, Pixies, e tal. Mas a tática foi logo substituída, e deu lugar a um hip hopzinho instrumental sem maior importância. A impaciência não podia ser insuflada.
Quando, finalmente, Patrick Wilson sentou na bateria com o cabelo penteado pra trás e uma camisa polo apertadinha, todos gritaram como se já soubessem o que estaria escrito no site da banda, no dia seguinte: 'One of the all time top weezer shows tonight. Story coming asap...' Algo pelo que um monarca imploraria...
Pois bem eis o set list: - My Name is Jonas- Tired of Sex- Don´t Let Go- In Garage- This is Such a Pitty- Big Me (cover do Foo Fighters)- Perfect Situation- Why Bother- El Scorcho- Say it Ain´t So- We´re All on Drugs- The Good Life- Beverly Hills- Buddy Holly- Photograph /-/ Bis- Island in the Sun- Undone (the Sweater Song)- Hash Pipe- Surf Wax America. Rivers Cuomo se aproximou do microfone, fez uma saudação qualquer, e com a banda se apresentou: "my name is Jonas". Todos pularam, gritaram e se empurraram, a banda parou. Cuomo: "My name is Jonas". mais pulos, empurrões, histeria, nerdices eletrônicas levantadas acima da cabeça para registrar o que a memória nunca deletaria, casais se separavam entre a massa que era mexida pelas mãos do Weezer, mas os olhos não paravam de brilhar na direção do palco. Antes de "In Garage", eu já tinha desistido de ficar na frente. Meus cotovelos doíam tanto quanto minhas costelas, eu não sairia ganhando nunca da briga por me manter no lugar, ou no mínimo não ser empurrado pra trás. Além do mais, muito calor.
Saí, tirei o casaco, voltei. Pro fundo do Curitiba Master Hall. Fundo também lotado. Até achar um lugar legal, Cuomo já elogiava o Foo Fighters, perguntava se já tinham vindo ao Brasil, preparando o que, como todo o show, não era uma surpresa. "Big Me". Foi a esfriada do show, embora a palavra seja a mais inadequada possível, claro. Daí a duas músicas, fui ao bar beber uma água - a cerveja era Conti, o que não se deseja nem aos piores acotoveladores de frente de palco. Lá fiquei, impressionado com a nerdice exageradamente estereotipada do baixista Scott Shriner, que de tão surreal deve ser de verdade, afinal ele é americano. Hmm, um nerd genuíno, isto é Weezer. "The Good Life", "Buddy Holly" e "The Good Life" foram os momentos de mais delírio, se é que o público não entrou em um transe coletivo absurdo e sem interrupão, de identificação e sensação de pertencimento a algo maior, pop, divertido, mas sem sexo ou drogas. Se Cazuza reclamou um dia que "meu sex and drugs não tem nenhum rock'n'roll" , o show do Weezer parece se satisfazer com o vice-versa.


O bis é um show extra, de quem joga pra platéia mesmo e sabe como se faz. E isso que eles já tinham trocado instrumentos em "Buddy Holly" e "Photograph", que encerraram o tempo regulamentar. Depois de se despedirem, o palco fica escuro. Soa um violão, ningém vê daonde até que a luz aponta Rivers Cuomo no mezanino lotado reservado para a imprensa, sozinho, tocando "Island in the Sun". Muitos empurrões rearrumam a distribuição geográfica da platéia, e eu fico muito bem posicionado, obrigado. A música rende, e a comunhão do público quase faria cair uma lágrima. Não é o caso. O bis continua no palco, empurra-empurras re-reorganizam a platéia.
Ainda antes de terminar, lavando a alma dos presentes, minutos antes da chuva fina começar lá fora, Shriner chama alguém da platéia para tocar violão. Ele brinca que o cara pode inclusive ser da sua cidade e sobe 'Riandou', que descobriu-se ser Leandro, carioca, na língua e pronúncia da minha cidade natal.
Juro que tentei, mas o final vai ser esse mesmo: Os nerds se divertem. Muito.

27/09 17:20


Dia seguinte, a vontade era de tranquilidade. Todos cansados, realizados, aquela sensação de pós-orgia, quando o clímax (vamos chamar assim) foi atingido e não há mais muito assunto para puxar. Todos sorriem, e sabem que o dia nasceu feliz. Muitos têm dor nas pernas ou na coluna.
No saguão do hotel, à espera do ônibus que levaria aos shows dos simpáticos Raveonnetes e da incógnita Mercury Rev, já que Karine Alexandrino, Móveis Coloniais de Acaju e Los Diaños tinham começado cedo demais pra serem considerados como hipótese, fica uma conversinha entre figuras cheias de opinião a dar e sem intenção de ouvir.
Melvin, do Carbona e no festival pelo Tequila, sai do bolo e se junta a Chokito, do Pic-Nic e do Seres – roadie do Charme Chulo no festival, e eu. Ele começa contando a saga para não conseguir ser chamado ao palco na hora do violãozinho que acabou sendo de Riandou. Pra quem não sabe, Melvin é fã do Weezer. Já esteve em uns oito shows da banda, pelo mundo, já fez umas três ou quatro matérias sobre estas apresentações para diferentes veículos como Dynamite e Riofanzine, e troca e-mails com um dos roadies da banda. Ele já tinha avisado ao cara que estaria em Curitiba, avisou na quinta que tinha acabado de ser convidado para tocar no festival na banda anterior e avisou que tinha que ser ele o escolhido a subir no palco. Para tanto, fez até uma página escondida no site do Carbona, com um currículozinho de uízermaníaco, contando histórias loucas de cada show que assistiu – que “vão do milagre à quase morte, dá livro e o caralho, brother”. A resposta do roadie foi: não tem como garantir nada, o felizardo é escolhido na hora, mas fica na primeira fileira, em frente ao baixista ou ao guitarrista, que eu tento te indicar pra eles.
Acabada la Tequila, Melvin fez milagre (breve em uma livraria perto de você?) e ficou de frente para Scott Shriner.
No fim do show, quando chega a hora, em uma linguagem universal de gestos de fã desesperado, antes de ser revelada a “surpresa”, o baixista do Carbona e jornalista deixa claro em umas três tentativas que ele quer tocar. Se fosse de primeira, talvez tivesse rolado, mas segundo Melvin, o baixista do Weezer pediu desculpas e explicou - em gestos de quem estudou trancado no quarto a linguagem dos fãs desesperados - que quem anuncia que alguém sobe no palco é ele, mas quem escolhe é o guitarrista. Sorte de Riandou-Leandro.
Reavaliando o show do Tequila, Melvin diz que gostou e ri das palhaçadas combinadas e cumpridas na hora, como a subir na bateria na hora do instrumental de ‘Eu Era Pop’ para pular coreografado com Gabriel Thomas, entre outras. Conta o porque da guitarra do autorama ter ficado meio caindo no fim do show, um pedaço descolou (!!), e enumera as várias músicas cortadas ao meio: “Kung Fu” e “Biscoito”, as que eu me lembro, sendo que essa nem foi muito ensaiada. Em compensação, “Ferina” e “Eu Não Preciso de Ninguém Pra Ser Feliz”, ficaram de fora. Ainda assim, de olho no relógio, a banda extrapolou bem a meia hora escrita no regulamento. Melvin tocou com um único ensaio, um dia antes do sábado e um dia depois do convite.

Às oito da noite, depois de comprar baratinho um disco da Stela Campos e outro do Radiohead, veio o fim do show do Ultramen, que apresentou a punk reggae party gaúcha com dj, de costume, só que sem o tempo para tornar tantas influências algo coerente. Pra quem nunca tinha visto, deve ter ficado uma idéia de que a banda atira para todos os lados, o que o vocalista Tonho Crocco justificou convidando a todos para um show de uma hora e meia, um dia depois, em algum lugar do Brasil que o gravador do repórter apagou sem querer. A destacar, a seção rítmica ora jamaicana ora hardcore, e forçando a boa vontade, samba. A conclusão é que foi uma banda deslocada para o dia.
The Raveonnetes veio em seguida para se tornar a surpresa do festival. Como um Strokes sem estar drogado, com um divertido guitarrista poser, um baterista careca de clique no ouvido frio e calculista como se fosse um robô do Kraftwerk, e um guitarrista despenteado que leva algumas canções na voz, a dupla dinamarquesa voltou ao rock de 70 sem tirar um pé do que rola hoje em dia. Além de tudo, Sharin Foo é uma gata de cintura fina e guitarra acústica vermelha que faz a gente nem reparar bem em qual é a dupla dela, um baixista seguro e marcando disciplinadamente o que a bateria sugeria em um baixo não sei de que cor - quem reparou?A loira, melhor do que nas fotos, tocava a base e dançava com todo o suingue nórdico que precisava. Só o suficiente, nem a mais nem a menos. A gringa estava encantada com a reação às músicas, que lembram muito as distorções sujas de Velvet Underground e The Jam. O clique da bateria servia também para o baterista disparar bases pré-gravadas, que na maioria das vezes eram a voz da própria Sharin fazendo backing.
E foi assim que várias mulheres e alguns namorados medrosos ficaram achando que era tudo playback, como se a loira fosse uma Sandy. Não era, e magnetismo encabulado nunca foi defeito. De qualquer forma, a melhor definição acabou sendo mesmo a dos Strokes sem drogas – a mesma bateria marcada, os mesmos riffs setentistas sobre acordes distorcidos, só que tudo disciplinado e com a doce voz da mulher mais bonita do festival. Ah, sim, como não lembrar de Jesus & Mary Chain.

A surpresa do festival já estava escolhida. Nem ninguém podia esperar algo de tão paixão acontecendo do reino da Dinamarca, e foi justamente descendo do palco e abraçando a brasileirada feliz da vida que Sharin encerrou o show.


Longo intervalo. A logo do CRF/Ibest, sai para dar lugar a um lençolzão branco. Vai rolar projeção, adivinham os sabidões.
Nada de ninguém no palco, uma colagem de discos introduzia e criava expectativas para a Mercury Rev que talvez, ehn, metade ou nem conheciam. Raveonnetes e a pá de boas bandas brasileiras eram o que mais chamava a atenção nas conversas antes do início da última banda. Do lado de fora chovia e fazia frio, poucos se atreviam a sair. O salgado estava mais barato um real. A cerveja não. Mas era Conti, quem bebia aquilo?
É bem verdade que o fato de muita gente ter comprado o pacote dos dois dias também jogou um monte de desavisados no Curitiba Master Hall, mas nada se parecia com o ar irresperável de um weezer-dia antes.
Terminadas as capas de disco, muitas saudadas com palmas e iurrus, só podia vir um showzasso. Tinham mostrado David Bowie, Ornette Coleman, Bitches Brew do Miles Davis, e mais uma série de clássicos com algo de delírio e psicodelia entre as melodias e barulhos. Um bom começo, todos pensavam, David Bowie é o inglês mais amado do Brasil, eu pensava.
O dia que uma viagem de ácido se parecer com aquele telão, as drogas vão matar por overtédio.
O show começa, arranjos grandiloqüentes, um vocalista se contorce de braços abertos, a qualquer momento uma fada vai sair voando, se a Enya tocasse numa comunidade hippie em um bosque da Irlanda, não ia sobrar Senhor dos Anéis na biblioteca dos sábios gnomos. No telão, ensaiadinho, tirando todo o poder do acaso de cena, entravam imagens de amostra grátis de photoshop, daquelas que já vêm como opção de fundo tela no Windows. Elas se revezavam com frases tiradas de contexto de gênios. Coitado de Einstein, que um dia falou que a criatividade é mais importante do que a inteligência sem se referir a escapismos místicos, coitado de Escher que usou a matemática para fazer desenhos que perderam dimensões e enquadramentos para virarem textura para um egolatria cansativa.
Voltou um ônibus cheio pro hotel mais cedo.

p.s.: Nada a ver com Curitiba, mas lendo hoje o Lúcio Ribeiro, que diz que devemos dar dinheiro pras associações protetoras de animais, lanço outro desafio. Converse com a criança que vier lhe pedir dinheiro no bar. Só isso, não precisa dar dinheiro. Você pode se surpreender com o “perigo” das ruas cariocas.
E outra coisa, o show do Kassin +2 será hoje, não amanhã. Loud sexta-feira, é isso mesmo, igualzinho foi nas férias de inverno. Kassin esse que está pop na capa da Áudio e entre os gourmets da semana, na RioShow. Maneiro. Tomara que ele toque “Um homem ao mar”, que é também a melhor música do mundo para o Felipe Aranha, do Hereges.


Bernardo é nerd nas horas vagas, e finge que não é
nas chamadas úteis. Ele não tem máquina digital nem IPod.
Este texto foi escrito e revisado ao longo dos acontecimentos.
O prazo final foi extrapolado, só rolaram fotos graças à colaboração de Bia Motta.


6 Opine:

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At 18:24, Anonymous Bruno Maia said...

Pois é, queria saber o resultado final da brincadeira... hahaha

 
At 21:36, Anonymous Anônimo said...

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At 12:08, Anonymous André said...

Ah, você devia ter visto o Móveis Coloniais de Acaju. Eu ouvi uma vez e é interessante!

 

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