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Bernardo Mortimer
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Bruno Maia
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4.6.07

Moptop e Móveis Coloniais de Acaju no Canecão (apoio: sobremusica)

Também Conhecido Como...



       O Moptop é dessas bandas que não dá mole. Falaram pra eles que os tempos mudaram, e as respostas também. Mas eles, parece, já sabiam. Difícil dizer quando começa, mas um site muito acima do normal com uma demo bem gravada, com músicas cantadas em inglês seria o meu palpite.
       Ainda mais quando a referência clara ao rock do Strokes é acompanhada pela técnica de quatro bons músicos. Tá, a voz grave e roca de Gabriel, à la Julian Casablancas, ajuda. Um pouco de sorte, que você sabe que só funciona onde há talento, e a demo da banda brasileira, até então só conhecida no Rio do rock e olhe lá, cai nos fóruns de fãs do Strokes. São vários os elogios ao “segundo disco vazado” da banda de Nova Iorque. Isso mesmo, confundiram o brasileiro cantado em inglês com o que o Strokes estava gravando em sigilo.
       A confusão não foi ruim para ninguém, e para o Moptop então, muito pelo contrário. A única dor de cabeça era decidir se investiam em ir lá para fora, ou se ficavam aqui. Letras em português? Apesar de convites lá de fora, os quatro meninos acharam que sim.
       Veio um prêmio da etapa carioca do festival Claro Q É Rock, em 2005, mesmo ano em que o prêmio de melhor site de banda/artista do Vídeo Music Brasil da MTV ficou com eles. No ano seguinte, quase que era o prêmio de melhor site, no Texas, no South by Southwest. Os concorrentes eram Arcade Fire e Eminem.
       Deu para entender que a Internet tá ali o tempo todo com o Moptop, né? Pois chega a hora de concluir que o cenário alternativo tem limite no Brasil, e o vôo deles mira além. Assinam com a Universal. Uma banda de Internet em uma major, história parecida com a daquela banda de Is This It, em 2000, como é mesmo o nome dela? Isso, Strokes. Mas o Moptop sabe de onde veio, o potencial que tem. É aquela história, os tempos, as perguntas e as respostas mudaram. “Uma gravadora de grande porte quis contratar uma banda que fez sucesso disponibilizando tudo na Internet. Algo de novo está acontecendo”, só para roubar um pensamento alheio e mostrar que não sou só eu que vejo assim.
       Mesmo em uma major, as ferramentas subversivas da nova tecnologia estão aí (ironia, por favor). O disco é lançado junto com um falso documentário, no youtube. Viral, sabe? O release é assinado por Alexandre Matias, t.c.c. (também conhecido como) trabalhosujo. È a Internet, estúpido. Mas é rock também, não se esqueça. Se não fosse, já tinha parado onde várias outras histórias parecidas pararam.
       Pois bem, e pra ganhar dinheiro com Internet, qual é a receita? Ninguém sabe, mas o que tem de pista, hoje, aponta para a publicidade, o cinema e a televisão. T.c.c. convergência de mídia. Superstar, fora do repertório do disco, foi parar em um filminho para a Harley Davidson. O Rock Acabou, a do primeiro clipe oficial, teve a versão em inglês vendida para a Samsung, em comercial que ainda vai ao ar. Na tv, Sempre Igual, a do segundo clipe oficial, está na trilha de Malhação, da tv Globo. E no cinema, é o filme de Jorge Duran, É Proibido Proibir (ainda em cartaz), que conta com Ninguém Pra Te Esquecer.
       Se dá para viver de música, Gabriel Marques, vocalista, disse recentemente na mesa Mercado Independente, do Música Chappa Quente, que sim. A propósito, ele está compondo para outras bandas. E é com outras bandas, não as mesmas (eu não disse isso), que o Moptop participa no projeto da MTV (a que não passa mais clipe) Ao Vivo 5 Bandas de Rock.
       E é com outra banda, o Móveis Coloniais de Acaju, na terça-feira, no Canecão, aqui o Rio, que o Moptop vai te provar que Internet, convergência, referência gringa, clipes e versões de clipes no youtube, mercado independente e grande gravadora, nada disso sobe ao palco. Investigando essa historinha toda, ainda mais para quem já viu o desempenho dos quatro por aí, a certeza é de que só porque é bom é que se sustenta.

       A propósito, a propagandinha tá por aí. E em cinco versões (mas as outras quatro, faz o favor de clicar ali na janelinha de related vídeos).



Nada a ver

      É isso aí, estamos apoiando o evento. Os motivos são aqueles mesmos, gostamos e acreditamos nas bandas, e achamos que há momentos em que se aproximar é melhor do que se distanciar, ainda mais se for para fortalecer parcerias entre bandas, casas de shows, e meios de comunicação.
      Agora, a dúvida fica para o motivo pelo qual o documentário-farsa do Moptop sumiu do youtube...

3 Opine:

At 13:27, Anonymous Anônimo said...

A conta utilizada para fazer o uploado do faking of foi deletada pela administração do YouTube, supostamente por divulgação de conteúdo protegido por direito autoral.

O vídeo era o único da conta. E não esbarrava em nenhuma questão desse gênero.

Vamos subir de novo.

Abs,

Bruno.

 
At 15:04, Blogger Bernardo Mortimer said...

a, maneiro. imaginei que fosse algo do tipo.
um abraço,

 
At 16:06, Blogger Nanzica said...

O video já tá de volta, engraçadissimo!

o show foi ótimo, como sempre!

Móveis surpreendeu quem tava ali e só conhecia o Moptop.
excelente banda tbm!

 

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