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Bernardo Mortimer
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Bruno Maia
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30.7.07

Show: the Rakes no Circo Voador

Música de Índio



       Se o Nação Zumbi teve que enfrentar um Circo ainda vazio e o Móveis um público indie demais para se entregar, o the Rakes começou com o show ganho. A frente do palco estava tomada por gente que sabia cantar bem mais do que as músicas do myspace, e isso bastou para esquentar o que estava armado para ser frio, britânico, oitentista, de camisa para dentro da calça, penteado, nerd-de-óculos, vai, você escolhe...
      De maneira geral, o Circo dividido entre os que conheciam muito, e os que foram para conhecer. Apesar de o público não ter sido expressivo, muito pelo contrário, era difícil chegar perto de Alan Donohoe, mesmo com a câmera fotográfica (às vezes funciona). Quatro ou cinco passos para trás, o trânsito já era livre, e mais uns três passos afastados do palco, e a concentração voltava a ser maior.

      Eram os tais curiosos, que comentavam o guitarrista esquisitão, as danças duras e retas do vocalista, que aos poucos foi se tropicalizando e despenteando a franja, e outros assuntos como o início cedo demais do Nação, o show do dia anterior, o Brasil na frente de Cuba no quadro de medalhas (era quinta-feira) e o que fazer depois dali.
      Ali debaixo das ótimas programações de luz, entre poucos goles de Stella Artois, os ingleses se surpreendiam com o que viam. Os pulos e a comunicação do público com eles empurrava os golpes secos de surdo e guitarra que fazem a ponte que até existe entre as referências deles: Bauhaus, Smiths e Dizzee Rascal, Gorillaz. Não se trata de bases frias de grime/dub para uma cantoria atormentada (afetada), mas um som de luz fria: forte, ritmado e com pretensões de delicadeza.



      O início do show foi tudo isso, e fez da surpresa do embate de uma platéia que apesar da pose é brasileira (portanto, quente e barulhenta) com uma banda que apesar da bandeira no palco, não é brasileira. Isso estava na cara, e ficou mais ainda quando a primeira impressão foi se enfraquecendo, para voltar com força em um fim de apresentação que ameaçou perder o controle, mas não.
      Todos os que assistiam àquilo e viam que eram parte da festa – talvez maior do que os números da bilheteria e do que a banda merecia, difícil dizer – resolveram mesmo fazer parte da festa e virar a atração. Tomaram o palco. O show parou, os seguranças tensos botaram lentamente todos para descer, o show voltou, Donohoe perdeu a Stella Artois dele, e dali a um música estavam ele e o baixista Hornsmith fazendo o movimento inverso: indo aos braços dos cariocas. Era isso, fim de festa.


      As meninas comentaram que a banda foi ficando mais bonita à medida em que ia se desarrumando. Isso deve explicar alguma coisa do que eu tentei dizer, sob um diferente e mais objetivo ponto de vista. Enfim: quem foi para ver o show, gostou. E isso vale para os de cima e de baixo do palco.


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