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Bernardo Mortimer
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Bruno Maia
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29.6.07

Primeiras impressões

É pisar na Europa e já entrar na primeira banca, ainda que no aeroporto, pra ver revistas bacanas. As de música não eram muitas no setor de desembarque de Frankfurt. Mas o que tinha já dava a entender que, por mais interessante que o Roskilde possa ser, nunca vai ter a mídia em torno dos festivais ingleses. Glastonbury, encerrado semana passada, era o principal assunto. E, claro, sempre, os Arctic Monkeys. Como num protesto velado anti-festivais-britânicos (só uma birra momentânea), comprei um NME de 16 de junho, mas que pelo menos não trazia nenhuma citação ao festival na capa (estampada pelo MUSE, atração do Roskilde, heheh) e ainda vinha com um cdzinho incluso (cheio de atrações do Roskilde!!!! heheh), tal qual as que tinham "Glasto" na capa.

fotos: Bruno Maia
Tudo bem que quando o avião abriu as portas, o som ambiente sapecava um Simply Red. Mas rapidamente um clima mais rock'n roll tomou conta, depois da visita à loja de revistas. No trem pra Colônia, antigas paisagens e lembranças ao som da primeira edição do Aleatório, que eu revisava cuidadosamente. Já na cidade do Dom, mais lembranças e muita música brasileira na casa do Selim, amigo e irmão alemão, que só ouve e toca Tom Jobim, Luiz Bonfá, João Gilberto, Caetano e, no ano passado se apaixonou pela Tábua de Esmeraldas no meu iPod. Acabou ganhando um de presente esse ano e não se conteve de alegria. "Por aqui não é fácil achar essas coisas", ele disse. Por lá também não, respondi. Ouviu o meu da Orquestra Imperial e perguntou-me quanto custava um desses no Brasil. Disse que uns 10 euros. Ele sacou o mesmo valor da carteira e pediu pra ficar com o meu. Golpe baixo. Levou de graça.

Mais à noite, os ingressos para o Aerosmith estavam esgotados. A saída foi partir pro outro lado da cidade. No Underground, um bar cujo nome é auto-explicativo, a noite já estava por findar. Alguns emos alemães saiam de lá com suas guitarras e cabelos calculadamente desgrenhados. Na porta, um cartaz lembrava que não foi exatamente o CSS que abriu as portas do mundo às bandas brasileiras. Mesmo dez anos e dois desfalques depois, o cartaz continua tendo destaque.



Em um outro bar, ainda mais underground que o primeiro, Selim disse que um grupo punk brasileiro certa vez tocou lá. Disse que o vocalista era um cara gordo e que a banda tinha alguma coisa como "de Porão" no nome. Adesivo do SOBREMUSICA na parede e aquela coisa toda...


Já hoje, um dia perdido pra recuperar o sono e pra passear na cidade. Rever lugares e pessoas. Mas a rápida visita à loja da Starbucks (adivinha o que eu fui buscar lá???) e o paraíso Zweitausendeins são assuntos pra amanhã.

1 Opine:

At 22:58, Blogger Priscila said...

Eu falei que ele ia gostar do CD da Orquestra Imperial!

 

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