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25.8.05

Magia // Los Hermanos 4 (5)

Nem sempre se vê mágica no absurdo. Certo? Certo...

Mas há coisas magicamente absurdas.

Mágica Um)
O processo de digestão de um disco. Retomando as dissertações autistas que faço sobre "Los Hermanos 4", chego a novos lugares. Para mim, continuo ouvindo dois discos distantes um do outro. Isso não mudou. Mas a magia que envolve certas músicas e a relação que se estabelece com elas, me tem chamado a atenção. Não tinha atentado ainda para a atração de Marcelo Camelo pelo mar... Das 7 músicas dele, 4 e meia 'mergulham' (com o perdão do trocadilho) neste campo semântico.

As quatro são: "É de lágrima" ("É de lágrima, que faço um mar pra navegar..."), "Dois barcos" (Quem bater primeiro a dobra do mar, dá de lá bandeira qualquer, aponta pra fé e rema"), "Horizonte distante" ( "aprumar" , "avante" e "horizonte distante") e a mais óbvia, "Fez-se mar", que não precisa de mais para se entender. A "e meia" fica por conta de "Sapato Novo" (linda demais!), que me sugere um mar no verso "vou passear, sozinho, como der eu vou até a beira"... como ele não diz, eu imagino que seja a beira do mar.

Esse encantamento dos compositores pelo mar é algo muito engraçado. Em algumas entrevistas sobre o novo disco, Marcelo andou citando Caymmi, um clássico-compositor-fã-do-mar. Ano passado, a banda gravou o hino do Vascão, com o Paulinho da Viola, outro compositor "do mar"... Essa recorrente abordagem do mar no disco dos Hermanos (afinal, Amarante também passeia por ela) me cativa um pouco. Acho que ela cria um clima, uma aura, que até agora é uma das melhores coisas do disco para mim. Às vezes, porém, tanto mar me dá nausea e eu troco o CD por uma música qualquer no rádio. De qualquer forma, esse marzão todo me remete a uma questão que já coloquei aqui no site. O que é que a água tem?

A (ótima) entrevista do Kassin para o URBe também é bastante reveladora. Ele tem uma visão do disco de muito parecida com a minha, só que com uma diferença: o que eu acho ruim, ele acha bom. Resumidamente, eu continuo achando o disco sem unidade (a não ser a tal temática "mar) e dividido. Os mais inadvertidos podem argumentar que sempre foi assim, com cada um compondo uma parte. Mas não é isso! A questão continua sendo que a banda parece não ter espaço em algumas músicas (as do Marcelo, no caso) e fica, sim, parecendo que são dois discos diferentes. Tá, tá bom. Talvez isso seja um ponto positivo, algo que demonstre a força de diversificar que o grupo tem... Talvez. Mas EU não consigo ver assim.

A grande novidade que o disco tem apresentado para mim é que, das músicas que eu gostei logo de cara, cada vez eu gosto mais. A minha sensação de estar diante de alguns clássicos, de algumas músicas lindas, de algumas letras incríveis, só aumenta. São elas: "Sapato Novo", "O vento", "Paquetá". Num segundo estágio estão "Dois barcos" (com uma letra linda, de uma sensibilidade ímpar, mas que a música não me agrada tanto) e "É de lágrima" (apesar de eu não gostar da combinação lírica 'lágrima/mágica', já assinada outrora por Lobão). "Primeiro andar" andou frustrando minhas expectativas e ainda não me arrebatou como eu supôs que aconteceria. Talvez ainda não tenha tido tempo suficiente. Resumindo: No que eu gosto, o disco melhora a cada dia, do que eu não gosto, cada vez me distancio mais.

Ah! Continuo achando que não vou ao show do Claro Hall, numa forma de protesto velado.


Mágica Dois)
Outra coisa magicamente absurda é misturar The Temptations com Radiohead, "My girl" com "No surprises", Strokes com Beatles 63, "What ever happened" com "Twist and shout", rock americano com rock inglês, rock sessentista com virada de milênio. Vocal de homem, vocal de mulher... É muita referência boa junta e com um som original! Ah sim, de quem eu tô falando, né? Do tal do "The Magic Numbers". A banda é foda!!!

No último post eu disse que estava ansioso para ouvi-los depois de ter recebido várias boas referências... Pois é, o Soulseek baixou. Provavelmente, a banda nova que mais me cativou, que mais me fez interessar por conhecer, desde o Strokes e o Travis. Vale ressaltar que mês passado eu também descobri, ainda que com um certo atraso, os suecos do "The soundtrack of our lives" e também achei fodão.

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O "The Magic Numbers" já tem um disco homônimo lançado. Porém, achei na internet uma música atribuída a demo deles. A música(ça) se chama "Water song". Coincidência? Mágica? O que é que a água tem?

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Quando alguém me indica uma banda, sempre fico em dúvida de que músicas baixar para me iniciar no troço. Humildemente, minhas sugestões para começar: "Water song", "Mornig Elevens", "Forever lost" e "Which way to happy". Mas o conselho mesmo é baixar tudo que você encontrar e ouvir. Principalmente, ouvir.

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Magic Numbers, Magia, Magic, mágico.. sacou? sacou?...

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A seguir, cena do próximo capítulo

*imagem retirada do site do VMB2005


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O ótimo clipe do Pato Fu, para a ótima música "Anormal" me lembrou os clipes do Franz Ferdinand, especialmente o ótimo "Take me out". É isso mesmo ou foi só impressão minha?

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Viva a adjetivação!

1 Opine:

At 15:41, Anonymous Aleuto Vargas said...

Sei q há leguas a nos separar
tanto mar, tanto mar
Sei tambem como eh preciso pá
Navegar, navegar!!

Canta a primavera pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho de alecrim!!!!

 

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