contato |@| sobremusica.com.br

Bernardo Mortimer
bernardo |@| sobremusica.com.br

Bruno Maia
bruno |@| sobremusica.com.br

28.2.07

Chega de Jamiroquai

Sobreladeiraabaixo

      Quando ele apareceu, era evidente que por trás de toda a parafernália hippie greenpeace ali estava um talentoso imitador de James Taylor. Não o do Rock in Rio, mas o do James Taylor Quartet, uma das maiores bandas do selo Acid Jazz londrino - selo que na década de 90 liderou uma cena de misturas entre jazz e funk em onda cool. Ainda assim, eu gostei muito. E ainda acho o libelo ingênuo Too Young To Die muito bom, muito perto do que um inglês pode chegar de outro James, o Brown.
      Daí veio o Space Cowboy e uma queda para a discoteca, que melhorou com Virtual Insanity e uma série de clipes muito loucos. A paixão por Lamborghinis se sobrepunha ao amor pelo espírito sa terra, tudo tranquilo, mas sei lá. Meio playboy, meio blingbling cool.
      Sempre com o Jay Kay à frente, se confundindo entre ser a banda ou só o líder. No disco seguinte, Synkronized, uma volta à pista de dança mais pesada, com drum'n'bass no auge da popularidade e o Jay Kay atrás.       Ficava cada vez mais claro uma certa função Jota Quest: o importante é estar bem no momento do pop, encher casa, tocar no rádio, cantar para o Godzilla. Nada contra. O mais interessante, para mim, era uma faixa do disco chamada King For a Day, uma óbvia e algo covarde (afinal não havia espaço para resposta) enfileiração de dores de cotovelo e reclamaçõezinhas com o melhor instrumentista da banda até então, o baixista Stuart Zender. Nick Fyffe, o substituto, era pior.
      Daí, eu meio que perdi o contato com a banda. E hoje vi que acabou. Fim de contrato com gravadora, fim de tudo.

      Mas que de vez em quando ele acertou, sem pretensões de revolucionar nada, acertou.

27.2.07

Acabou la Tequila, Gabriel Thomaz e Carlos Pianta

Sobreudigrudi

      Show do Acabou la Tequila: Nervoso na guitarra e depois na bateria, Carlos Pianta, Gabriel Thomaz, Kassin na bateria e depois na guitarra, Renatinho fazendo backing e biquinho pra câmera no cachorro quente do Oliveira, Donida e Léo Monteiro. Um clássico judaico no meio de um do Tequila, um do Autoramas e um da Xilarmônica. Vai aí (essa semana tem Ruído, afinal de contas).

26.2.07

I LOVE CAFUSÚ (acertando...)

De volta do carnaval, vamos começar com uma (importantíssima!!!) correção...

Semana retrasada, recebi o seguinte e-mail de Christiana Garrido, uma das organizadoras do inacreditável bloco/festa I LOVE CAFUSÚ. Reprodzuo-o na íntegra para que não reste dúvida sobre o que é um autêntico CAFUSÚ. Por que da demora em publicar? É que a autorização para tal só chegou hoje. Christiana estava muito ocupada com os Cafusús no carnaval!

Aproveito para apresentar algumas das fotos enviadas por ela. Christiana, muito obrigado por fundamental explicação. Agora, sim! (rsrs) Voltem sempre!!!




"Oi Bruno
Meu nome é Chris Garrido, sou de Recife e uma das responsáveis pelo "Bloco"I Love Cafusú. Li sua matéria sobre nosso "Baile" de Carnaval e nào podia deixar de agradecer um texto tão poético sobre nossa despretenciosa festa. Pena que não tivemos a aportunidade de nos conhecer e você teve que ficar com as opiniões equivocadas de Pupilo, mas já mandei o recado pra Xico Sá (que é nosso Cafusú principal) e ele vai dar um belo puxão de orelhas nele!!!!KKKKk. O lindinhas eu até aceito (apesar de que não somos só de Olinda), mas chamar Cafusú de canalha não! Cafusú é aquele cara que trata tão bem a mulher, mas tão bem, que ela até aceita o machismo exagerado dele (...). Mas não vou ficar tomando seu tempo com bobagens carnavalescas, se você quiser saber mais sobre o I Love, estou a disposição, posso mandar fotos e explicar mais sobre o Bloco. Por exemplo, ser um Bloco de mulheres-frango e bichas explica Madona???kkk Vamos fazer uma festa no Domingo de Carnaval, no Preto Velho ( que é nossa Sede) só para convidados. Se você estiver por aqui, por favor entre em contato comigo porque faço questão da sua presença lá. Banho de mangueira, Orquestra de frevo de bêbados e as Rariús Lindinhas no som...
"

Já estava no Rio, não pude aceitar tal convite. Mas quem quiser saber mais, sugiro o blog de Marcelo Tas. Belíssima reportagem de campo!

23.2.07

Corinne Bailey Rae & Justin Timberlake

Sobresexy


      O importante nem sempre é a mensagem, mas como pronunciá-la. Nunca tinha dado muita atenção para a Corinne Bailey Rae, mas achei sensacional essa versão da marra da duplinha Timberlake-Timbaland, pra mim uma musiquinha boa de pista mas que não segura a onda no toca-música, em casa. Muito boa de pista. Ruinzinha de ouvir sentado. Abaixo de Hey Ya, Crazy, Rehab, portanto.
      Virou um suspiro no ouvido, um sorriso de arrepio. À altura do original, mas eu prefiro a versão.

22.2.07

Amy Winehouse & Paul Weller

Sobremusa

Um hino da Motown com selo de qualidade Marvin Gaye, uma câmera que podia parar um pouquinho mais, um Paul Weller contido mas à altura do the Jam, uma big band sem falhas, e ela, Amy Winehouse, consertando o tomara-que-caia e com uma grapevine no cabelo. Boa diversão.

18.2.07

A pipa do vovô...

fonte: Google Image
Depois de anos fora da programação, a melhor coisa desse início de carnaval foi descobrir, sem querer, que Silvio Santos ressuscitou as marchinhas de carnaval do SBT. Motivos de piadas para alguns, nostalgia para outros, o fato é que as marchinhas do Silvio fazem parte de um folclore do carnaval. Se você der mole de ficar em casa durante os dias de momo, pode ser que cruze com uma delas...

13.2.07

FEIRA MÚSICA BRASIL :: (balanço final)

Primeira edição deixou muito a desejar

Ignorando peças fundamentais da nova configuração da indústria da música, o evento deve servir de aprendizado.


A Feira Música Brasil, que terminou ontem no Recife, tentou dar um impulso à organização da cadeia produtiva da economia da música no país. Com o suporte financeiro do poder público (Ministério da Cultura, BNDES, Petrobras, Governo de Pernambuco, Prefeitura do Recife e SEBRAE), o evento se apresentou como "o ponto de referência de negócios da música brasileira", definição de Paula Porta, assessora especial do MinC e coordernadora do PRODEC (Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura). Porém, o que se viu de fato foi um evento ainda incipiente, sem a participação do setor privado, feito às pressas e ainda longe de se tornar referência de qualquer coisa.

A ausência do capital privado foi decisiva para o esvaziamento da feira. Não se viu, por exemplo, nenhum stand de empresas de telefonia, de emissora de rádio ou tv, de portais de conteúdo, nem tampouco de grandes gravadoras. O espaço era ocupado por selos pequenos (a maior representante do setor fonográfico era a Biscoito Fino), por iniciativas de fomentos regionais e, sobretudo, pelos financiadores do evento. SEBRAE e Petrobras ocuparam as maiores áreas. Afora isso, os produtos oferecidos não estimulavam o consumo. Nos cerca de 30 stands abertos ao público era possível encontrar desde instrumentos musicais até doce de leite e cachaças. Outro, era dedicado exclusivamente a produtos de limpeza e armazenamento de CDs, como se estivéssemos em 1992 e o mp3 não tivesse sido criado. Houve até expositor que não apareceu para ocupar seu stand.

Do lado das inovações, poucas coisas. Talvez a principal tenha sido o Coolnex, uma espécie de cartão, com a arte e as informações de determinado álbum. Nele, o consumidor encontra um código interno que habilita o download legal de músicas daquele trabalho para um computador, através de uma parceria com o portal iMúsica.

- É um produto que torna tangível o que antes era apenas virtual, com um conceito que agrega valor. Além disso, agiliza o pagamento ao vendedor e o acesso ao produto para o consumidor – explica Eduardo Almeida, diretor de planejamento do Coolnex.

Na FMB, estes cartões foram distribuídos de graça, mas a promessa é que em três meses estejam à venda por preços populares em todo país. Outro que chamou atenção, mesmo não sendo pioneiro na prática, foi o músico pernambucano Eduardo Kalil. Ele circulou pela feira distribuindo o próprio disco. O produto entregue por ele trazia a capa, a bolacha prensada na parte de cima, mas com a mídia virgem. As músicas, cuja ordem já vem indicada, devem ser baixadas no site do artista e queimadas no gravador de CD caseiro.

Em teoria, a principal seção da FMB era a rodada de negócios promovida pelo BNDES. Ela foi muito criticada por alguns dos participantes no primeiro dia. A agenda inicial foi organizada pela produção da feira e, com isso, os participantes perderam a liberdade de analisar e escolher com quem gostariam de conversar, sob o risco de criarem um constrangimento para si próprios. Isso foi se resolvendo ao longo dos dias e as reclamações foram se transformando em otimismo. Como as negociações iniciadas na FMB ainda dependem de conclusões que só virão nos próximos meses, não havia o cálculo preciso de qual foi o valor financeiro movimentado.

A parte artística foi a menos problemática. Com uma boa programação de shows, cumpriu o papel de divulgar nomes do cenário independente, que iam desde os pernambucanos do Bongar, passando pelos espanhóis do La Kinky Beat, até o carioquíssimo Nélson Sargento, que fez um show emocionante no Marco Zero. Sargento também foi um dos destaques da FMB por ter passado três dias ajudando a vender os próprios CDs. Os artistas vinculados a grandes gravadoras só participaram de shows na sexta-feira, quando foi comemorado os 100 anos do frevo com um grande concerto. A apresentação foi financiada pela prefeitura da cidade e contou com artistas como Gilberto Gil, Lenine, Alceu Valença, Luiz Melodia e Maria Rita. Ney Matogrosso foi um dos destaques da noite, cantando o clássico "Me segura, senão eu caio". Na ocasião, todas as referências à FMB foram retiradas do palco. Coincidência ou não, foi o único dia em que o Marco Zero ficou lotado. Conversando com locais, era perceptível que a programação da FMB, apesar de contar com três palcos, não se preocupou em divulgar fortemente os shows pela cidade. Muita gente não sabia o que estava acontecendo por ali, muito menos tinha informações sobre quem se apresentaria. Com exceção de sexta-feira, os shows acabaram sendo vistos sobretudo pelos participantes da feira.

Apesar de ter sido concebida como um evento itinerante, em 2008 a FMB acontecerá novamente no Recife. Com mais tempo de planejamento e uma edição já realizada para servir de experiência, a tendência é melhorar. Para isso, porém, será necessário abrir mais o olhar, ser mais generoso com os agentes dessa indústria e menos parcial.

- Nesta primeira edição, teve muita gente querendo ver se seria um evento de verdade. Tenho certeza de que diante desse resultado, todas as pessoas e empresas envolvidas de alguma forma com a música virão, porque a Feira Música Brasil vai ser o ponto de referência - afirma Paula Porta.

Mais do que afirmações, é necessário um bom planejamento, autocrítica e mais conversa com a indústria, para que a FMB alcance tal objetivo. Por enquanto, tudo ainda não passa de promessa.

*******************
(texto também publicado no Globo Online)

11.2.07

Binário na porta do Cine Íris



Bloco na Rua









       Não tem roadie, não tem cerveja da produção, não tem camarim. Não tem palco, para dizer a verdade. Nem tomada na parede. A energia vem das ruas e das pessoas passando. Tem também um cabo ligado na bateria do carro, hoje o do baixista Bruno, que chegou em cima da hora marcada. Ele e os dois outros carros, para ser preciso. A solução foi um papo com os vendedores de cerveja e os isopores foram puxados um pouco para o lado, a gente ajuda. Pára um pouco a rua, manobra o carro, segura a galera que tá passando, calma, é show na rua, sim. Qual é o som? É doideira, responde um dos bateristas, o Bernardo, com um sorriso já suado de ligações no celular para o outro baterista, Rafa, que já tinha saído de casa.
       Todos os sete da banda buscam instrumentos, pedestais, amplificadores e ajudam a armar o circo. Negocia com uma carrocinha de caipirinha aqui, com uma rodinha de gente ainda indecisa sobre enfrentar a fila da festa lotada do cinema pornô ali, tem que abrir espaço. Entre toda a parafernália, a presença do também produtor da festa Cavi, o cara que fez o convite, afinal. E, o mais importante, um papelzinho que faz toda a diferença. A autorização da prefeitura para estar ali. Não é só chegar, tem que antes articular, esperar aprovar, aquela história.
       Depois de centenas de domingos de sol no calçadão do posto 9, em Ipanema, o coletivo carioca que mistura Tortoise com Tablado, baile funk com CEP 20.000 e pagode romântico com cinema de textura agora pode botar o bloco na rua. Virou parte do espaço público. A partir de abril, dez pontos diferentes da cidade terão a honra da presença deles, assim na praça, na calçada, onde couber.
       Antes, as autorizações para o ensaio aberto na praia eram meio que negociadas caso a caso. Às vezes, na hora. Já aconteceu de a guarda municipal ir pedir o papelzinho e falar que sem ele não podia ficar. Aconteceu de juntar gente para reclamar, como assim tirar da nossa praia o Binário? Nas semanas seguintes, tocaram sem problemas.
       À noite, na rua da Carioca, em um pedaço do Centro do Rio que mistura o baixo meretrício com teatros públicos de respeitáveis histórias, festas trash com o eletrônico GLS e a gafieira da Nova Estudantina, o Binário corre contra o tempo. Atrasados, sem a estrutura ideal para o que planejavam, querem tocar para um público que ainda bebe do lado de fora. Discutem: ansiedade e nervosismo disputando espaço com tesão e realização. É a primeira vez nesse esquema, e a aposta é boa.
       Cavi avisa que a pressa é aliada da perfeição, não seria bom que o show de dentro da festa fosse junto com o de fora. E quando chegar a atração da noite no Cine Íris, Rita Cadillac, é para parar. Não dá para dividir atenções. Também não dá para esperar cada binário estar satisfeito com o som. Não tem retorno, e o barulho das três pistas de dança ali no cinema do outro lado da rua são uma concorrência forte. Bernardo e os samples de Estêvão puxam as primeiras levadas improvisadas enquanto Lucas, o vocalista e guitarrista, ainda está longe de estar pronto. Rafael também ainda nem começou a armar a bateria dele. Fábio começa a acompanhar, mesmo sem ter ligado todos os pedais. Surgem as primeiras cabeças nas janelas da festa.

      O show tem que começar, e não demora. A concentração se inicia em volta da banda. São amigos, músicos, malucos, catadores de latinhas, muitos curiosos. Ouve-se um ou outro elogio sobre alguém que toca muito. Sem set lista à vista, a opção é começar com o que o repertório tem de mais porrada. A desvantagem na concorrência com os sons da rua tem que ser de cara revertida, e com três guitarras, duas baterias e um baixo potente, não é difícil.

       Uma música vai se emendando na outra, e para quem nunca ouviu, tudo parece ser um pouco como um imenso improviso só recortado por convenções que podem ser puxadas por Bernardo, Bruno, Estêvão ou Lucas. Nas sessões do Binário, o contato visual é tão importante quanto os ouvidos abertos. Quando são as duas baterias que estão à frente, é sem uma palavra que Rafa e Bernardo acertam a dinâmica e o tempo das frases. Bernardo é o cara do barulho, dos graves e toques de caixa que conduzem. Rafa é o das cores, é o que preenche os contra-tempos e segura o andamento. Um é a força, e o outro o jeito.
       No fundo do palco, vamos fingir que o lugar é esse, Estêvão também age em silêncio. Dispara samples, joga efeitos sobre os microfones, toca bases ao mesmo tempo em que chama Fábio para acompanhá-lo nos coros, ou que avisa Manso que a introdução da próxima, quem puxa é ele. Estêvão parece o tempo todo tentando ler a platéia, e decifrando como dobrá-la.
      Fábio e Manso tocam quase sempre concentrados. O primeiro dá um toque jazzy, de melodias dedilhadas em paralelo ou não à voz principal. O segundo também é mais das notas do que dos acordes, mas sempre com o uso de pedais, que podem jogar delays, reverbs, distorções ou que mais de textura for adequado ao quadro de pinceladas das poesias áudio-visuais binariano.

       É hora do hit. Amor Líquido, o título da canção e do best seller do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. O sentimento que mais inquieta homens e mulheres é apresentado dinâmico, em um contexto de intensos fluxos (opa!) de dados, imagens, frases, tempos, armações e fraquezas. A música pode ser mais ou menos prog, a versão depende da ocasião. Hoje, veio longa, rocker, muito distorcida, com uma onda pixies de silêncios e noises. Esquema bom.
       Lucas canta com a voz doce de quem declama um poema recém escrito no papel da mesa de boteco. Fecha os olhos, interpreta a letra com o coração bom de quem vive apesar do trânsito, da pobreza, das coisas passando rápido sem deixar nada que importe. "Às vezes o essencial é ter um som muito bom, às vezes o essencial é estar gostando do que está tocando ali, e o essencial pode ser também o público estar sintonizado com o show", ele me diria mais adiante, depois de encerrados os trabalhos.
       Passa o ônibus, sem abalos, o show não pára.


       Entra a fase romântica dos donos do disquinho Nereida, lançado pela Bolacha em smd, um formato com mais acrílico e menos metal, o que permite a venda a cinco reais. Tarde Demais, música do Raça Negra ganha uma versão praiana de tons escuros, como se o Smashing Pumpkins te chamassem para um luau na chuva. Nada mal, para delírio dos doidos da rua que acompanharam a letra com os mesmos pulos de vários outros momentos da noite.
       A noite ainda teria um clima inverso, quando um tom de teatro entra nos arranjos, e todos cantam frases de apoio. Do Smashing Pumpkins na praia chuvosa, viaja-se para um Arcade Fire vendo o por-do-sol na pedra do Arpoador. Meio épico sem a pompa toda envolvida. É o momento do show em que o público está mais atento. Fábio aproveita para mostrar os grooves que afastam a banda de qualquer risco de chatice experimental cabeçuda. Dos graves dele saem as linhas que fazem os meninos e meninas se mexerem como uma foto polaróide, para pegar emprestado o refrão ganchudo de uma dupla americana aí. Ganchudo é a palavra.
       Qualquer dia desses, quando você estiver passeando na rua, ouvir uma barulheira, e se sentir imediatamente atraído a ir ver, pode saber. Binário de bloco na rua.

10.2.07

I LOVE CAFUSÚ

É URGENTE! Programe-se. Cate na Internet quando será a próxima festa "I LOVE CAFUSÚ" em Olinda e venha. Na noite em que o Recife comemorou os 100 anos do Frevo, com uma festa linda no Marco Zero, o final mais incrível aconteceu no G.R.E.S Preto Velho. Poderia enfileirar mais um texto aqui, mas peço sua atenção para esta noite inacreditável. A íntegra dela está no Viajandão.

É sério!

9.2.07

Um Passeio Pelo Mundo Livre

Musique Non-Stop





Dicas do Leekee, do Coquetel Acapulco.

E tem isso aqui, que é via trabalhosujo.

8.2.07

Kassin +2 no Teatro Odisséia

Em Casa

      O tempo, a psicodelia tupi-caribenha do fim da década de sessenta e a falta de jeito do homem de frente da banda foram os destaques da apresentação do repertório de Futurismo, de Kassin + 2, disco lançado primeiro no Japão e agora por aqui. Com letras de um otimismo zen, o ex-guitarrista do Acabou la Tequila, dupla de Berna no estúdio/projeto Monoaural, produtor de Caetano, Mautner, Hermanos e criador da Orquestra Imperial deixou todos os presentes satisfeitos, embora o talento de cada um dos três integrantes da banda somado não esconda a falta de ensaios. O clima geral é de torcida, e o show tem um repertório que sorri ao encostar uma música infantil em um alerta ao futuro, menos de uma semana depois do pânico do aquecimento global. É difícil acreditar, mas essa vizinhança fica muito bem.
      Era a estréia de verdade do Kassin + 2, depois de uma ou outra aparição fortuita em palcos ou horários alternativos da cidade. Pouca gente tinha visto. E em plena quarta-feira, se é que isso quer dizer alguma coisa, o Teatro Odisséia ficou cheio e confortável, longe de uma lotação que ninguém esperava mesmo. Metade da casa era de amigos ou ex-produzidos pelo líder da vez do trio, o que justificava a presença ali da imprensa de celebridades. A outra metade era de curiosos que acompanham as maluquices de um conjunto de cabeças inquietas, ali no dia incluindo o grande baixista (e guitarrista eventual) Alberto Continentino, “que passou o ensaio corrigindo nossos acordes”, segundo brincou Kassin.




      Embora o show tenha diversos momentos dedicados a Máquina de Escrever Música e a Sincerely Hot, os discos de Moreno e Domenico pelo revezamento + 2, a grande atração era naturalmente Kassin. Ao vivo, as músicas do disco perdem boa parte das intervenções de barulhinhos que dão muito charme ao clima do futurismo em questão. Mas ganham em espontaneidade. Nas entrevistas de divulgação, o discurso do lado mais pop do trio é o de que a nostalgia e a modernidade podem ser embolados sem xenofobia, sem ditar regras de pureza ou de hype.
      Justamente, o que Kassin consegue é embolar com elegância elementos e timbres do tecnobrega ao samba jazz experimental de um Bad Donato, sem soar como um cafetão de ritmos alheios. E, mais incrível, sem perder a identidade que já aparece firme na terceira experiência de Moreno-Domenico-Kassin. Pois Futurismo até tem surpresas ao se apresentar como o disco do Kassin. E quem conhece músicas como Tranqüilo e Homem ao Mar de apresentações do Acabou la Tequila podia até esperar um rock de mais guitarras e humor meio Talking Head, meio Mano Negra (ou David Byrne e Manu Chao, pode escolher). Mas o que chama a atenção é como: um) nada destoa do lirismo baiano-latino do trabalho de Moreno, nem da maquinaria ítalo-praiana de Domenico; e dois) como o disco tem a ver tanto com o projeto de música de game boy Artificial (sem os graves, claro) quanto com as brincadeiras de Adriana Partimpim. E pode passar pela concentração hermânica de Quatro, pela alegria budista de Mautner e pela seriedade ensolarada da própria Calcanhotto dos adultos. Todos os trabalhos anteriores de Kassin deram uma contribuição para o que se vê hoje.



      Quer dizer, música a música, preocupado com presente, passado e futuro, Kassin passeia pela própria história para entregar um resumo caprichado do que tem a dizer na atual música brasileira. Muito estudo, muito olho pra frente, e a timidez no palco que a nossa torcida singela até acha que é estilo. Aquele estilo do tipo que é, também e essencialmente, substância.

Feira Música Brasil (Dia 1)

Foi com Chico Science que Pernambuco voltou ao centro da produção musical brasileira e que o estado passou a ser visto como pólo de vanguarda. Os herdeiros do Manguebit vão desde o Mombojó, ao C.E.S.A.R. Quem chegava ao Terminal Marítimo nessa quarta-feira recebia o caderno especial do Jornaldo Comércio sobre os dez anos sem Chico Science. A memória dele permeia a cidade de um jeito esquisito. Enquanto os amigos de Chico evitam qualquer tipo de homenagem ou de movimentação que pode ser confundida com oportunismo, a cultura da cidade ainda respira e monta na fugaz passagem do rapaz por aqui. Ao lado do Terminal Marítimo, há um shopping center onde o andar da praça de alimentação é chamado "Piso Chico Science".

Mais à noite, na abertura dos shows, o primeiro grupo a tocar foi o Bongar. A banda é de Olinda e não traz nenhum instrumento harmônico, só rítmicos. Sei que a questão é mais profunda que isso, mas assim como a música tradicional pernambucana, até antes de Chico, era muito marcada pela presença da metaleira do frevo, parece que agora tudo que se faz por aqui, querendo soar 'regional', tem que ter uma alfaia, um tacundum, muita percussão. A MPB da turma de Alceu Valença ficou um pouco no meio do caminho. Mas ainda hei de elaborar melhor essa percepção nos próximos dias.


******************
No blog Viajandão, do Globo Online, os textos estão priorizando o foco no business, nas rodadas de negócios e nas tendências de mercado que venham a se apresentar. Se quiser ver, chega lá.

6.2.07

Recife :: Porto Musical

De hoje até domingo, o SOBREMUSICA está no Recife para a cobertura do Porto Musical, fusão do Porto Digital com a Feira Música Brasil. O evento é o mais importante do calendário brasileiro em termos de business. Rodadas de negócios misturado com entretenimento, conferências, encontros e mar azulzinho de tira colo.

A abertura oficial será amanhã, com uma coletiva do Ministro Gilberto Gil. Um dos pontos de maior destaque da gestão de Gil é, sem dúvida, o incentivo às indústrias criativas, sobretudo a da música. Em 2005, apesar das muitas críticas que recebeu, o “Ano do Brasil na França” foi a primeira tentativa de tratar cultura como um aspecto econômico importante para as receitas de um país como o Brasil. A “Copa da Cultura”, ano passado na Alemanha, foi outro. Além de propiciar um intercâmbio e uma maior exposição dos artistas brasileiros, foi uma ponte de negócios intenso. O Brasil foi país patrocinado da Popkomm, a segunda maior feira de negócios em torno da indústria da música no mundo.

A idéia da Feira Música Brasil passa um pouco por esse lado: gerar negócios, misturando com algum entretenimento. Amanhã tudo começa e tudo vai se explicar melhor.

Além da cobertura aqui, estarei escrevendo no blog Viajandão, do Globo Online. Chega lá...

Bloco de Carnaval da Maldita

Quanto Riso, Ó Quanta Alegria



      Você que usa preto, franja, all star, roupa listrada, que não usa mais nada disso porque já virou modinha... Você que tem orgulho de não dançar em show, porque quer mais é cruzar o braço e descobrir se é playback, que adora gritar a letra da música que o dj teu amigo acabou de baixar, que comentou no fotolog da festa qual era o set list perfeito... Você que é indie e tá tranquilo, não tem medo de cair no carnaval: o bloco tá pra sair na rua, basta decorar a letra. A melodia, se você é indie mesmo, é fácil. A, e leva a guitarra e o tamborim.

Esse nego charmoso (This Charming Man, The Smiths)

Esqueça a Maldita
Porque já é carnaval
E eu vou mostrar meu samba, sim
No carro alegórico
Pr'aquele nego charmoso

Por que me preocupar se sou indie
Quando o barracão
Tem tanto luuuuuuuuuuxoooo

Eu iria para a avenida hoje
Mas minha roupa de baiana encolheu...
Um shoegazer me disse 'Que pena,
ninguém rebola como vocêeeee

Um carnavalesco metido
me disse
use uma estampa afro!
Ele sabe muito dessas coisas (3x)

Eu iria pra avenida hoje
Mas minha fantasia se perdeu
Wilson Power disse, que triste
mas veja, o carnaval não morreuuuuuuuu

Oh, la-la, la-la, la-la, vem cá meu nêgo charmoso ...
Oh, da-da, da-da, da-da, vem cá meu nêgo charmoso ...

Um garoto do interior
Que não sabe o que ouvir
Wolmar disse
Comece por Hydra!!
Ele entende tanto dessas coisas (3x)



Bia de blazer (Debaser, Pixies)


Vou pro teu bloco, tua mãe me chamou!!
Sai lá na Lapa, tua mãe me chamou!!
Armei fantasia, tua mãe me chamou!!

Eu vou de aba-jur,
Mas chego lá e
NEM
Meia dúzia
Não tem nem
NEM
Meia dúzia
Não tem nem
NEM
Meia dúzia!!

Que horror!
Olha a Bia!
BIA DE BLAZER!

(de Blazer!)

DE BLAZER!

(de Blaaaaaaazeeeeer!!)

4.2.07

A Estética do Rabisco, Momo

Psicodelia Triste




      Ouvir A Estética do Rabisco, o disco do projeto Momo de Marcelo Frota, é entregar-se a dois sentimentos distintos. A tristeza e o entorpecimento. A natureza humana vai interessar ao artista pelo lado mais obscuro, com referências a comprimidos, a expectativas familiares frustradas, ao esperado que não virá, e ao pouco amor. O resultado é lindo.
      Marcelo escolheu bem o processo de gravação, com muitas dobras de voz e uma preferência pelos primeiros takes. A espontaneidade é a mensagem, e o disco soa justamente muito íntimo. Até mais, com os temas virados de costas para a lucidez, ouvir o trabalho de Momo é embarcar em uma viagem por uma mente inquieta, em transe, perturbada pela aridez dos problemas das relações entre os indivíduos, hoje.
      O tempo e a realização pessoais estão ali, inalcançáveis, e Marcelo mergulha à procura da simplicidade para não ficar só. A Estética... não é um disco de solidão, portanto, nem uma declaração de não-conformidade com o redor. É, antes de tudo, uma obra de quem se dá tempo para achar um caminho. Uma busca por uma esperança que insiste em se manter viva.
      Embora por caminhos bem distintos, esse trabalho de Frota me fez lembrar do Saudades de Minhas Lembranças, do Nervoso. Há semelhanças nas angústias em tons menores de um e de outro. Os dois optam por melodias que se completam por acordes de craviola e casiotone ( ou de guitarra no caso de Nervoso).
       O melhor exemplo, e se você não ouviu dá um pulo aqui e deixa tocar, é de Flores do Bem. Um clima folk sombrio é dedilhado nas cordas, e uma série de escolhas de vida são enfileiradas contra as expectativas comuns de uma família tradicional de classe média. Podia ser a sua. A conclusão-refrão é a frase "Benditas flores, sem vocês não sou... ninguém". No lugar das reticiências, as notas da guitarra que ecoam e apertam a cabeça. Sons de sonhos desconfortáveis, silêncios doentios, dores de crescimento, crianças insistentemente desenturmadas, as imagens se somam e não descrevem à contento os delírios de realidade de Marcelo.
       O disco é corajoso, é doído, é cru. Mas é também muito bom, de dar vontade de ir decifrar, de ouvir até entender, de se perder o tempo a fim de olhar também por aquela visão. E não é um disco difícil, ou cabeçudo. Pense no tormento de Syd Barret, nas contorções de Nick Drake, na sinceridade de Nervoso, em um solo off key de sax, e em um campo de papoulas com todas as suas possibilidades. E não deixe de ouvir, pelo menos uma vez.

3.2.07

Show :: Chico Buarque

fonte: Google Image

O show da turnê “Carioca”, de Chico Buarque, não chega a empolgar. Há algumas razões para isso e mesmo sem querer vou me pegar caindo no lugar-comum de traçar paralelos usando o mais recente trabalho do Caetano.

Caetano optou por ousar. À sua maneira, bem ou mal, mas o fez. Arriscou num disco esteticamente diferente do que vinha fazendo. O show da turnê encontrou eco em um público que topou e curtiu a nova experiência. Nos shows do Circo Voador, a galera chegou junto, se solidarizou e fez um espetáculo à altura da carreira do compositor baiano.

Chico optou pela segurança de apenas renovar as canções, mantendo praticamente a mesma banda do disco anterior. Luiz Cláudio Ramos já faz aqueles arranjos ali há muito tempo e imprimiu uma assinatura clara. Boa ou ruim, careta ou sofisticada, não vou entrar nessa questão. Fato é que ao optar por isso, Chico não se aproximou mais de quem ainda não o acompanhava. O que ele fez foi aumentar sua discografia e esperar a cumplicidade daqueles que o acompanham e veneram há 40 anos. A casa estava lotada apesar dos pesares da chuva e do preço escandaloso dos ingressos, injustificável até pela simplicidade pobre demonstrada na composição cenográfica, bem aquém do que se podia esperar.

Na turnê “Carioca”, Chico valoriza as músicas do novo trabalho. Alguns clássicos? Sim, poucos. A questão é que o público que o disco novo de Chico levou ao Canecão era o mesmo que já acompanha o cantor há tanto tempo. A nova geração que estava presente era composta de pessoas que, na maioria, conheceram a obra de Chico entre o fim da turnê de “As cidades” e o início de “Carioca” através dos clássicos, dos discos antigos, ou até mesmo do “As cidades – Ao vivo”, mais generoso em “hits”, vamos chamar assim.

O disco novo de Chico vendeu bem, mas não emplacou na boca do povo. Talvez pelas harmonias mais herméticas, talvez por soar menos pessoal, talvez por olhar demais para uma cidade que parece não interessar muito. A solução desta equação no show é fria. Durante a maior parte do tempo acontece um distanciamento entre a platéia e a banda. Chico desfila as músicas e, no ar, fica a sensação de que “a próxima eu vou cantar junto”. Não canta. O show não emplaca justamente por uma certa indefinição conjuntural com o que se propôs no disco. Chico fez um álbum sem grandes mudanças e, por isso, não provocou uma renovação de público. Essa platéia, por sua vez, é fã de Chico menos por causa do disco novo e mais pela carreira. Em “As cidades” a situação foi parecida, mas o show era mais generoso com esse público. Agora não. Até a escolha das músicas antigas não privilegia os maiores “hits”. Em vez de um “Cotidiano”, por um exemplo, rola um “Bye bye Brasil”, entende? São uns “hits” lado-b, não óbvios. Por isso, paga-se um preço.

Não é questão de condenar a postura do artista de não tocar o que o povo quer ouvir. Definitivamente não. Caetano não saiu por um repertório de hits, mas isso se justificava pela proposta de apresentar algo novo, uma nova linguagem, uma nova estética. Nesse sentido, em "Carioca", Chico optou por não seguir este caminho. Ok. Agora, se a idéia é continuar na linha das canções buarquianas, não havia muito por quê de se fazer um repertório tão frio, abrindo mão dessas canções buarquianas. Um argumento possível é justamente que na turnê de "As cidades", como já dito, isso foi feito. Porém isso não soluciona a equação. O fato é que no show atual há pouca troca entre o artista e o público.

Em relação ao show de abertura da turnê, realizado em 16 de junho de 2006, em Berlin, houve poucas mudanças. A entrada de uma música ou outra, como Morena de Angola e a saída de uma aqui outra ali, como Vai Passar. A diferença da expectativa do público aqui e lá acentua o argumento desta crítica. Lá, o grande barato era a reaproximação com a terra natal através de um dos seus principais cantores populares. Qualquer coisa que Chico cantasse, desde que fosse em português, cairia bem, como caiu. Como ninguém ainda conhecia o disco (então) recém-lançado, não havia o constrangimento no ar que ficou no Canecão. O distanciamento era aplacado pela saudade e esse era o tom. Além do que, a abertura de Mart'nália deixou as coisas ainda mais alegres e leves.

No fim da apresentação de ontem no Canecão, quando começou a se mesclar mais as novas canções com os grandes "hinos" populares, o show ganha outro clima. Ganha sorrisos. E termina bem. Um docinho pra criança não sair dizendo que não gostou.

O que esse texto pode fazer parecer uma decepção não chega a ser de todo porque Chico ainda toca "As Vitrines" e "Futuros Amantes". Só isso já derruba qualquer linha escrita e justificaria qualquer noite. Emocionalmente falando, é claro.

************************
ficha técnica
Chico Buarque - turnê "Carioca"
Canecão
02 de fevereiro de 2007

2.2.07

Saudade: Chico Science

A Revolução de Chico


      Há dez anos, um grupo de pernambucanos jovens e criativos via um futuro à frente sem ter idéia de como caminhar por ele. No meio da tristeza, uma das opções era não caminhar, inclusive. Foi no dia 2 de fevereiro de 97 que morreu Chico Science. A cara da revolução do mangue bit. E se revolução soou forte demais, eu sugiro uma leitura desse textinho do engenheiro, cientista, acadêmico e blogueiro Sílvio Meira, a cabeça por trás de um dos pólos de produção de software do Brasil. Isso mesmo, em Pernambucano. O mesmo que a ONU considerou uma das quatro piores cidades do mundo, no que foi o impulso para a movimentação do mangue.
      Se o Nação Zumbi hoje faz dez anos de uma estrada que o faz ser uma das grandes bandas do mundo (a melhor para mim, para Marcelo Yuka, para os caras do Tortoise e para mais alguns), Recife hoje faz dez anos de uma mudança para melhor. Músicas e pessoas podem causar mudanças, basta ouvir atentamente. no caso, a música dos trovões. Na semana que vem, começa mais um projeto de Paulo André, o primeiro empresário das turnês internacionais de Chico e Nação, e o homem do Abril Pro Rock. A música brasileira quer se organizar para entrar na pauta de exportações do Brasil, e a pedra fundamental é... Recife. Ou, por outras palavras, "Pernambuco debaixo dos pés, e a mente na imensidão".
      Bem, o sobremusica vai estar no Recife na semana que vem. O Bruno vai acompanhar a Feira Internacional de Música, e o Porto Musical. A cobertura dos fatos, ele vai dar no Globo Online. As impressões mais pessoais, ele prometeu reservar em textos longos aqui. Sem pressa, na medida em que a tranquilidade imperar, e a cabeça estiver pensando melhor.

A música brasileira

Tem todo o papo do investimento do governo federal, do Minc, do BNDES em tornar a música brasileira um elemento mais forte na balança comercial do país, aumentando as exportações, estimulando os agentes do arranjo produtivo... Tudo isso é papo pra daqui uns dias. Por hoje, o que importa é esse vídeo, indicado pelo amigo Jonas Sá. Trata-se de um grupo japônes, o Novos Nawinanos. Os caras são fãs de Novos Baianos e de Dôdo e Osmar. A "canção" em questão é "Yume-Sibai", uma tradicional "Enka Japonesa", como explica o texto de informações que a acompanha no YouTube.

Esta é uma amostra de até onde a música canarinha pode chegar. Ou de o quão loucos podem ser os japoneses. Ou do que pode acontecer com os seres humanos se o aquecimento global continuar aumentando.

Detalhes:
- A cueca do vocalista
- O que está escrito no lugar de "Ordem e Progresso"
- O ponteado de frevo-forró-brega feito pela guitarra
- As diferentes divisões rítmicas executadas por cada um dos integrantes
- A vestimenta e o rostinho do guitarrista
- Os pulinhos do crooner
- A "pipoca" ensandecida
- O genial "arigatôôôô", no final. Tipo Fábio Jr.


Enfim, a casa própria
Perda :: Dorival Caymmi
Dorival Caymmi :: Compilação de vídeos
Show: Momo, no Cinemathèque
Site:: OEsquema
Agenda :: Momo, Hoje!
Aviso: Última Digital Dubs na Matriz
Entrevista: Fabrício Ofuji, produtor do Móveis Col...
Vídeo: Reckoner, de Gnarls Barkley
Vídeo: L'Espoir des Favelas, de Rim'K

Abril 2005
Maio 2005
Junho 2005
Julho 2005
Agosto 2005
Setembro 2005
Outubro 2005
Novembro 2005
Dezembro 2005
Janeiro 2006
Fevereiro 2006
Março 2006
Abril 2006
Maio 2006
Junho 2006
Julho 2006
Agosto 2006
Setembro 2006
Outubro 2006
Novembro 2006
Dezembro 2006
Janeiro 2007
Fevereiro 2007
Março 2007
Abril 2007
Maio 2007
Junho 2007
Julho 2007
Agosto 2007
Setembro 2007
Outubro 2007
Novembro 2007
Dezembro 2007
Janeiro 2008
Fevereiro 2008
Março 2008
Abril 2008
Maio 2008
Junho 2008
Julho 2008
Agosto 2008
Current Posts

- Página Inicial

- SOBREMUSICA no Orkut



Envio de material


__________________________________

A reprodução não-comercial do conteúdo do SOBREMUSICA é permitida, desde que seja comunicada previamente.

. Site Meter ** Desde 12 de junho de 2005 **.