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Bernardo Mortimer
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Bruno Maia
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31.7.07

Rio de Janeiro - Nova Orleans

Arrumando As Malas




Vamos ver no que dá...

Feist no TIM FESTIVAL


Deixa eu te avisar, antes que você leia por aí. Ainda não foi anunciada publicamente, mas a "musa indie", como bem definiu o Thiago, Feist é mais um nome confirmado para o Tim Festival 2007. Quem confirma é a própria em entrevista a VH1. Quando colocaram um disco da Astrud Gilberto para ela ouvir e tentar adivinhar, a moça começou a divagar sobre o Brasil e soltou que vem pra cá em outubro.

Pra quem é indie, a festa que começou semana passada não tem data pra terminar... E aí? Já escolheu o All-Star?!

30.7.07

Show: the Rakes no Circo Voador

Música de Índio



       Se o Nação Zumbi teve que enfrentar um Circo ainda vazio e o Móveis um público indie demais para se entregar, o the Rakes começou com o show ganho. A frente do palco estava tomada por gente que sabia cantar bem mais do que as músicas do myspace, e isso bastou para esquentar o que estava armado para ser frio, britânico, oitentista, de camisa para dentro da calça, penteado, nerd-de-óculos, vai, você escolhe...
      De maneira geral, o Circo dividido entre os que conheciam muito, e os que foram para conhecer. Apesar de o público não ter sido expressivo, muito pelo contrário, era difícil chegar perto de Alan Donohoe, mesmo com a câmera fotográfica (às vezes funciona). Quatro ou cinco passos para trás, o trânsito já era livre, e mais uns três passos afastados do palco, e a concentração voltava a ser maior.

      Eram os tais curiosos, que comentavam o guitarrista esquisitão, as danças duras e retas do vocalista, que aos poucos foi se tropicalizando e despenteando a franja, e outros assuntos como o início cedo demais do Nação, o show do dia anterior, o Brasil na frente de Cuba no quadro de medalhas (era quinta-feira) e o que fazer depois dali.
      Ali debaixo das ótimas programações de luz, entre poucos goles de Stella Artois, os ingleses se surpreendiam com o que viam. Os pulos e a comunicação do público com eles empurrava os golpes secos de surdo e guitarra que fazem a ponte que até existe entre as referências deles: Bauhaus, Smiths e Dizzee Rascal, Gorillaz. Não se trata de bases frias de grime/dub para uma cantoria atormentada (afetada), mas um som de luz fria: forte, ritmado e com pretensões de delicadeza.



      O início do show foi tudo isso, e fez da surpresa do embate de uma platéia que apesar da pose é brasileira (portanto, quente e barulhenta) com uma banda que apesar da bandeira no palco, não é brasileira. Isso estava na cara, e ficou mais ainda quando a primeira impressão foi se enfraquecendo, para voltar com força em um fim de apresentação que ameaçou perder o controle, mas não.
      Todos os que assistiam àquilo e viam que eram parte da festa – talvez maior do que os números da bilheteria e do que a banda merecia, difícil dizer – resolveram mesmo fazer parte da festa e virar a atração. Tomaram o palco. O show parou, os seguranças tensos botaram lentamente todos para descer, o show voltou, Donohoe perdeu a Stella Artois dele, e dali a um música estavam ele e o baixista Hornsmith fazendo o movimento inverso: indo aos braços dos cariocas. Era isso, fim de festa.


      As meninas comentaram que a banda foi ficando mais bonita à medida em que ia se desarrumando. Isso deve explicar alguma coisa do que eu tentei dizer, sob um diferente e mais objetivo ponto de vista. Enfim: quem foi para ver o show, gostou. E isso vale para os de cima e de baixo do palco.

29.7.07

Show :: Festival IndieRock (dia 2)

Faltou um Magic Numbers no segundo dia do Festival Indie Rock. Nação Zumbi, Móveis Coloniais de Acaju e The Rakes fizeram três shows que, se não foram de todo ruim, tampouco chegaram a empolgar, cada um por um motivo..


A Nação já tocou?!”

A Nação Zumbi fez o melhor show da noite, mas quase ninguém viu. Como a ordem das bandas não foi divulgada previamente, muita gente se surpreendeu com a escolha da produção em colocar os experientes e rodados pernambucanos para tocarem antes dos jovens brasilienses. Du Peixe e seus amigos estão no meio do processo de gravação do próximo disco e abriram uma exceção para tocarem no festival, substituindo o Mombojó, que cancelou sua apresentação devido à morte do flautista O Rafa.

Não se pode acusá-los de estar enferrujados, muito pelo contrário. A dinâmica da banda é extremamente particular e eles já são músicos experientes. O show foi na linha do que vinha acontecendo no final da turnê “Futura”, com uma revisitada a diversos momentos da carreira, inclusive com citações ao guru Chico.

Os Móveis Coloniais de Acaju vieram para mais uma apresentação no Rio de Janeiro e caíram no erro de aparentemente tratá-la dessa forma. Talvez o pouco público tenha interferido, mas o fato é que o show ficou abaixo do que se viu, por exemplo, no Humaitá Pra Peixe, em janeiro, e no Canecão, em junho, para citar apenas apresentações de 2007. Assim como os pernambucanos, eles também estão começando a pensar em um novo disco, o segundo, para 2008.


"Será que o show do Joy Division era chato?"


Essa era a pergunta que ficava na minha cabeça enquanto assistia aos meninos ingleses do The Rakes, talvez a única banda a fazer jus ao rótulo proposto pelo nome do festival. A influência do pós-punk manteve um certo pique, mas não convence. Os clichês desta geração que gosta de dançar eletropop como um robô em 1984 são reincidentes na performance dos caras, especialmente no vocalista Alan Donohoe. Tudo somado faz com que a banda não saia da caricatura ao longo das por pouco mais de 1h30. Havia um pequeno séqüito de fãs nas primeiras filas. Eles se deleitaram e se sentiram satisfeitos, especialmente pelo hits “Work, work, work” e “22 grand job”. Mas se já era possível questionar se o Magic Numbers tinha caixa para ser headline de um evento, quanto ao Rakes não há dúvidas de que não. O Rakes é indie, mas não é hype. E se a música é a da moda, isso faz diferença.

Não, eu não acredito que o show do Joy Division fosse chato.

26.7.07

Show :: The Magic Numbers (Festival IndieRock)

Música do sorriso

Era muita simpatia para um sorriso só. Quando os quatro integrantes do Magic Numbers subiram ao palco do Circo Voador, o carisma de Romeo Stodart já vinha brilhando em seus olhos. O show estava ganho desde ali. Se o show teve um público menor do que merecia, azar de quem não foi e perdeu uma rara apresentação por essas bandas de um grupo jovem e maduro, espontâneo e talentoso, consagrado e promissor, hypado e de alta qualidade. Aparentes paradoxos que se desfazem por conta de três vozes lindas, melodias convidativas, arranjos simples e a clara sensação de que música, apesar dos tempos, ainda é algo orgânico.

O show teve um repertório previsível, com exceção feita às músicas “Fear of sleep”, que ainda será lançada no próximo EP do grupo e a versão para “Crazy in love”, de Beyoncé Knowles. Os trabalhos foram abertos por “This is a song”, “Take a chance”e “Forever lost”. Ainda viriam "I see you, you see me", "Morning's Elevens", "Which way to happy?", "Love is just a game", "Love me like you", "Long legs", "Hymn for her", "Anima Sola", "Boy" e outras...

O baterista Sean, que fãs juram terem visto em meio à platéia assistindo ao show do Hurtmold, é o ás que joga com as variações de andamentos e clima das músicas. Austero e concentrado, ele nunca deve ter quebrado uma baqueta na vida, mas tampouco demonstra sentir falta disso. A candura das melodias principais é completada pelos coros. Michelle, a baixista, mostrou muito mais presença do que o disco faz supor. Aliás, esta é outra marca. Apesar dos discos já serem ótimos, ao fim da apresentação foi recorrente ouvir que eles se saem melhores ainda ao vivo. Esta impressão era compartilhada tanto pelos fãs, como por quem não curtia tanto.

Outro fator que chamou a atenção foi a qualidade do som tirado pelos caras. É difícil entender porque isso ainda acontece, quase no final da primeira década do século XXI. A limpeza e pressão da guitarra de Romeo parecem inexplicáveis para quem está acostumado a ver e ouvir as apresentações nacionais. O mesmo poderia ser dito sobre os xilofones, teclados, baixo ou sobre a escaleta. Poucas armas para um som tão bom.

Emocionalmente, o show foi carregado. As músicas intimistas e convidativas estimulavam a cumplicidade de público e banda. Com cara de quem tinha curtido muito os três dias a que tiveram direito no Rio de Janeiro, eles não pareceram se importar com a lotação meia-bomba do Circo Voador. Eles estavam realmente muito felizes e isso transbordava na simpatia que demonstravam. Romeo se sentia plenamente a vontade para praticar seu parco português e para ensinar a platéia alguns versos que viriam. Além disso, entoou uma das vozes mais melodiosas da música pop atual, mandou riffs de guitarra espertos e usou seu principal instrumento com maestria: o sorriso. Michelle dançou sem pudores. Ela também é virtuose no sorriso. Angela é tímida, se encabulava, mas curtia as cantadas que recebia à beira do palco. Sean ficava na batera. O show foi longo. Apesar de não ter marcado o tempo, a sensação foi de que se estendeu por mais de duas horas, sem que isso fosse cansativo. Já passava das 2hs da manhã quando tudo acabou. A vontade era de nem querer saber do Rakes, Móveis e Nação, e sim se mandar pra São Paulo no mesmo ônibus que a banda para assistir a tudo mais uma vez. Seria outro inenarrável prazer.


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Mas como isso não vai rolar, vamos com tudo para os show de hoje. Aliás, cá entre nós, só pelo encontro das duas bandas de abertura (Móveis Coloniais de Acaju e Nação Zumbi) já valeria o ingresso!

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Catei no Orkut o vídeo que a carolviramundo fez na música “Undecided”, o próximo single e única música cantada por Ângela.

The Magic Numbers :: “Undecided

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Tentarei subir fotos ainda hoje.

24.7.07

Festival Indie Rock - resultado da promoção

Parabéns aos Vencedores

      Andréa, Leonardo, Maurício e Thiago são os felizes ganhadores de um par de ingressos para os shows de Magic Number, Hurtmold e Lucas Santtana, na quarta, ou the Rakes, Nação Zumbi e Móveis Coloniais de Acaju, na quinta.


      Os quatro mandaram textos bacanas, elogiosos ou críticos, e demonstraram que a festchenha do sobremusica cumpriu o objetivo de servir de palco para encontros e movimentaçõs. Já tem gente querendo saber da próxima...
      Vamos aos textos.

Andrea

      Eu fui na festa do sobremusica e adorei.
      Eu já conhecia o Ordinário Groove e achei bem legal a participação dos convidados.
      A versão da música da bjork gerou uma conversa simpática com uma amiga sobre a sua vinda p/ Tim e algumas outras especulações (hj certezas).
      E os djs, conhecidos da Phunk, me surpreenderam nessa festa e eu até gostei mais. O Emilio (nota do sm: dj Saens Peña) apresentou uma versão mto boa da musica do radiohead que gerou mais conversa com amigas sobre como era boa aquela versão e q depois eu vim saber por aqui que é desse moço Mark Ronson.
      Acho q o show foi mto bem apresentado pelos djs e o contrário também. Ninguém invadiu espaço de ninguém e nem faltou clima pras musicas todas.
      Enfim, foi uma festchenha bem animada e com muito assunto, hehehe...


Leonardo

      Cara, a festa foi ótima, enquanto os ótimos djs tocavam. Mas eu, que gosto bastante do som do Binário e acho moptop razoável, achei q o show, que começou bem, perdeu na falta de dinâmica, terminando meio q um show de 'música ambiente', como comentou meu amigo trumpetista do laranja dub. E realmente, não foi por ser instrumental, e nem digo q seja ruim, mas po, improvisações sobre levadinha não é pra festa, eu acho, ao menos às 2 e pouco da manhã. A participação do Lucas Santanna deu um gás, manero.
      Mas, principal, o que eu queria registrar é que a banda não tinha q ter entrado pela 2a vez. Pareceu que nego ficou esperando a banda acabar pra voltar o dj, q tava tão bom.
      E o cinematheque é meio caro, mas esse comentário não leva a nada, eu sei...


Maurício

      "Então, eu fui à festa! Fui pelos dois aniversários, do amigo Bruno e da sua cria que eu vi nascer outro dia e agora já tá com dois anos e largando as fraldas, o sobremusica. E como não podia deixar de ser, valeu a pena! Teve show, dj mandando som bom, gente bonita, gente esquisita, chopp gelado e casa nova, pelo menos pra mim: a Cinematéque.
      Gostei muito do Ordinário Groove, co-anfitriões da festa, dos quais só conhecia a fama e o trabalho no Binário. O trio mandou bem, todas as versões ficaram ótimas. Algumas, diga-se de passagem, melhores que as originais, como Thong Song e Build/Motel, por exemplo.
      Os convidados, muito bem selecionados, também não deixaram a bola cair. Aí eu tenho que destacar a versão funkeada do batera Bernardo pro yeah rock do Moptop, com participação dos próprios moptops! Rolou muita coisa boa além disso, mas esse foi um dos pontos altos da noite pra mim, que sou fã dos caras.
      Quer dizer, juntaram numa noite de sábado carioca uma casa bacana, aniversários importantes, amigos e música boa. Não tinha como dar errado, foi até covardia. Agora a boa é aguardar os três aninhos da criança pra ver o que vai rolar. Até lá!"


Thiago

Sob o chapéu

      O Bruno é o Bruno de chapéu – aquele que confia naquilo que tem na cabeça, mesmo que seja a coisa mais absurda do mundo. Se dependesse de mim, o SOBREMUSICA não estaria completando dois anos. Não estaria exatamente por não gostar de coisas pesando sobre minha cabeça. O Bruno gosta. E foi por gostar que me chamou, já num distante 2004, para trabalhar num projeto ainda em desenvolvimento, um conceito ainda no mundo das idéias, um chapéu meio voando que ele estava tentando pegar no ar. Lembro-me vagamente do bate-papo, coisa de DVDs terem mais funções do que aquelas que tinham à época, de tecnologia e informação caminharem na mesma pista e, também, de fazermos um site juntos. Topei na hora e, é claro, fiquei no tempo. Bruno foi, chamou Bernardo e aquela tal "vontade de potência" virou criação com o que se vê aqui.
      Não aprendi. Quase um ano depois, Bruno me chamou novamente. Falou de uma idéia de documentário, Copa do Mundo, imigração, sei lá, meio maluco. Ok, vou. (Mas fiquei fora. Claro.). Bruno foi e bom, já no final da viagem, encontrei-o na Europa, chapéu na cabeça ao me receber no aeroporto. Duas grandes semanas juntos discordando de quase tudo, não houve jeito.

*A festa*

      Quando cheguei à festa do SOBREMUSICA no último sábado, fiquei feliz pelo sorriso sincero que Bruno levava. Caminhando em um universo de vontades tão diferente do meu, ele cedo ou tarde vem com mais uma idéia que – claro – mais uma vez não vou entender. Deixa estar, ela está mais que guardada sob aquilo que Bruno tem de mais nobre e corajoso – um absurdo chapéu.




      Como a época é de espírito esportivo, aqui vão mais alguns dos textinhos participantes. O importante é competir, sem dar porrada em cubano ou argentino...

André

      Bom, o site vocês sabem que eu conheço e frequento. E a festa foi isso aí, tudo a ver com o site. Uma porção de coisas sobre as quais já li por lá apareceram na festa.
      Lucas Santtana, Moptop, Nervoso. Óbvio que rolou Amy Winehouse. E gente ilustre entre os presentes.
      Gostei do show, apesar dos Ordinário não ser formado exatamente por showmen - ou ao menos não se comportaram como tal por lá. Mas acho que pra receber a quantidade de gente que faria participação, coube bem. A participação do Lucas Santtana, especialmente, eu gostei bastante.
      O Cinemathèque, eu não conhecia ainda. É legal, mas acho que a iluminação deixou um tanto a desejar - não sei se lá é sempre assim ou se foi escolha pra ocasião, mas não fez muito meu gosto não. É a crítica que daria pra eu fazer.
      É isso aí, parabéns, felicidades, saúde, paz e um abraço pra família.


Antônio

      Dia 14 de Julho, data de acontecimentos importantes em nossa história há pelo menos 218 anos. Dias 14 de Julho, muito especiais também em minha modesta trajetória há uma longa década. Desculpa para rever um grande amigo, data sempre lembrada com carinho e alegria, e isso foi a festa do Sobremusica.
      Minha ignorância musical não permite qualquer avaliação mais profunda sobre a qualidade do som da simpática banda ou das batidas do DJ que botavam a galera pra dançar, posso dizer que gostei. Sobretudo pelo clima de amizade que se via na expressão de cada um dos convidados. Um ambiente de verdadeira comemoração por se ver um trabalho construído com tanta dedicação, carinho e talento dando certo.
      Parabéns Sobremusicos por esses brilhantes 2 primeiros anos de uma longa e bela trajetória.
      Um abraço e até o próximo 14 de Julho.


      Outros textos, inclusive o de dois dos campeões de agora, já tinham sido publicados aqui.

      Até a próxima



Nada a ver

      Porque não? Aqui vão também os comentários de quem participou da festa com nome na filipeta:

Nervoso: Longa vida ao SM!!!
Lucas Santtana: Foi bem divertido mesmo e a sonora rolou na vibe! Parabens a todos!
Lucas Vasconcellos: Sonzera foda lá no Cinemathèque! Foi demais!
Bernardo Ordinário: De coração... foi sonzasso, participações maneiras! Tamos aê!
Dj Saens Peña: Gracias! Nós que agradecemos. Parabéns! Que venha o terceiro ano!
Dj Artur Miró: Da minha parte foi tudo nota dez, curtimos dar o som (toquei só o que eu gosto), achei o show nota dez, tudo tranquilo. Quem sabe estamos por aí nos três anos?

23.7.07

A volta de Camelo...

Ah! Uma rapidinha... Deixa eu te falar, antes que você leia por aí. Parece que já tem palco, formato e época para a volta de Marcelo Camelo aos palcos, após o início do "recesso por tempo indeterminado" do Los Hermanos. A estréia solo do rapaz vai ser no Teatro Odisséia, bem pertinho da Fundição (onde o LH fezs suas últimas apresentações), em um show duo com Marcos Valle. A data especulada seria 4 de agosto. É aguardar e conferir.

Roskilde Festival '07:: Fechando a tampa (de vez...)

(Esse texto era pra ter entrado aqui há muito tempo, em continuação ao primeiro, publicado dia 06 de julho. Demorou porque na minha volta ao país, entramos em clima de festinha e precisávamos aquecê-la com o devido empenho. No pós-festa, vieram as ressacas e os vídeos. Então, agora, pra zerar, o prometido texto que fecha a cobertura do SOBREMUSICA no Roskilde Festival ' 07. Lembrando que a viagem contou com o apoio do Kunststyrelsen.)

fotos: Bruno Maia

Assim que o show da Björk terminou, a chuva deu uma trégua. No caminho para o camping, a situação já era mais amena, mas não havia outro assunto a não ser o novo recorde pluviométrico da história do Roskilde Festival. Uma notícia que não circulou no primeiro dia, mas que foi publicada no site do evento, dava conta da morte de um voluntário de 61 anos devido a um coágulo sanguíneo. Não se sabe se a chuva e as dificuldades climáticas tiveram alguma relação com a fatalidade.

Na sexta-feira, o céu estava nublado. Dentro da área dos shows, a quantidade de lama assustava mais do que no primeiro dia. Não se via mais grama em parte alguma. As galochas eram ainda mais necessárias. Os pés afundavam muito, até a altura das canelas. Não havia parte que tivesse escapado às fortes chuvas. Os alagamentos de corredores que se via na véspera não existiam mais. A minha pequena máquina fotográfica não tinha mais condições de fotografar nada: havia água na lente. Cheguei a pedir ajuda para um técnico da cidade de Roskilde, mas o rapaz disse o que eu já imaginava: "não há o que fazer. É esperar a água secar". Ainda em Roskilde, o que se via era uma grande busca por capas de chuva e novas galochas, que variavam entre DKK 200 e DKK 250 (R$70 e R$90). Quem descobriu a loja Toj & Sko se deu bem. Lá, as galochas saiam por DKK 79 (R$30).

Falando especificamente das apresentações, o primeiro show de destaque no segundo dia foi o do New Young Pony Club. As semelhanças com o CSS são muito grandes. Além da formação, com mais mulheres do que homens, a capacidade de transformar a apresentação em uma grande festa é a principal marca do grupo, mais do que o talento musical ou a elaboração de arranjos. De uma forma geral, sobre os shows, não há muito o que acrescentar ao que já está nas matérias publicadas por mim na cobertura para o G1. Vale dizer que o quadro pintado por Lee Perry durante a apresentação do jamaicano junto com o produtor inglês Adrian Sherwood vai ser leiloado e a grana será revertida para as causas humanitárias apoiadas pelo Roskilde. No sábado, quando fui entrevistar o brasileiro Sonic Jr, que tocou no mesmo palco Cosmopol, onde Perry havia se apresentado na véspera, cruzei com essa "beleza" pintada pela lenda do dub. E você, quer pagar quanto?



O sábado era o grande dia. Por mais atrações bacanas e improváveis de ser ver que o Roskilde ofereça nos palcos menores, a minha queda irremediável pelas grandes estrelas me fazia ficar mais tempo no Orange do que nos outros. E aquele era dia de Pete Townshend & The Who. Por mais que os outros artistas fossem bem, no fundo eram eles que eu mais queria assistir. O dia foi uma grande espera.

De manhã, pela primeira vez tive a chance de conversar oficialmente com pessoas da organização do festival, que deram aulas sobre a trajetória do evento e também guiaram um passeio explicativo pelos lugares que eu já conhecia de vista, mas não de significados. É realmente impressionante a atenção aos detalhes, sobretudo após a tragédia no show do Pearl Jam, em 2000. Na ocasião, nove pessoas morreram esmagadas e/ou pisoteadas. Desde repensar a arquitetura, criando situações visuais que dão uma percepção diferente de espaço e que diminui os riscos de aglomerações, até mudanças no gerenciamento do público. Partiu da organização do Roskilde Festival (após os incidentes de 2000) uma ação que atualmente envolve todos os grandes festivais europeus na adoção de medidas de segurança. Algumas já se tornaram padrão como a proibição do “surfe de platéia”, quando uma pessoa era elevada e ficava passeando por sobre os outros que estavam embaixo e o conduziam de mão em mão. “Isso pode ser simpático em um evento de música, mas na verdade é perigoso, porque se a pessoa cair, pode acontecer a ela o mesmo que aconteceram com os meninos de 2000”, explica Tomas Jacobsen, com suas mais de 20 vindas ao festival no currículo e hoje em dia, membro da organização. “Os próprios artistas se engajam nessa campanha e pedem para que todos tomem conta uns dos outros. Este senso de responsabilidade coletiva cresceu muito”, completa.

A polícia anda discretamente pela área do evento. Eles não têm muito trabalho, já que os voluntários são os grandes responsáveis por manter tudo em ordem. "Os policiais são muito bem vistos pela comunidade do Roskilde Festival desde que tiveram uma ação efetiva contra um grupo de motoqueiros que veio ao festival querendo causar arruaça, ainda nos anos 70. Graças a eles nada aconteceu e todos ficaram eternamente gratos", diz Jacobsen. De fato, observa-se uma relação diferente entre o publico e os policiais, que a toda hora são abordados para tirarem fotos, conversar e receber cumprimentos. Vejam que o rapaz que se aproxima para a pose já não está lá muito sóbrio e os policiais, ainda assim, mantêm a postura gentil.

Thomas guiou ainda um passeio pelos campings. Ao todo são quinze, disponibilizados pela produção para os visitantes do festival. O conceito do evento é o “4+4”, que representa os 4 primeiros dias de festas nos campings e os 4 últimos com os grandes shows. “As vezes as pessoas pensam que o Roskilde Festival são apenas os quatro dias de show, mas este ano, por exemplo, quando abrimos os portões dos campings, no dia 1 de julho, já havia 40 mil pessoas prontas para entrar.

Com as chuvas do início da semana, muitas áreas ficaram alagadas e algumas barracas destruídas. Quem por acaso chegou apenas no último fim-de-semana, já depois das chuvas terem passado, encontrou um cenário que pode lembrar uma guerra.

Em todos os campings há uma vila de alimentação, sanitários, chuveiros, lugares para as pessoas guardarem objetos de valor, acessarem à Internet e carregarem equipamentos eletrônicos. Uma torre de monitoração cuida de cada uma dessas áreas. O Corpo de bombeiros faz rondas permanentes por entre as ruas que são pré-estabelecidas como limites para as barracas. A sensação de segurança e amparo certamente facilita o ambiente ameno e ajudam ainda mais a diminuir as possibilidades de atos violentos.

De volta à área dos shows, fui entrevistar Kristian Riis, o Fabrício Nobre dinamarquês. A diferença é que o cara é louro, alto e toca na banda que mais vende discos em seu país. Kristian, além de músico, comanda a MXD (Music Export Denmark), órgão ligado ao governo de fomento à exportação da cultura dinamarquesa. Essa conversa inteira vai pintar em breve aqui no SM. E foi por essa série de compromissos que não consegui assistir à apresentação do Flaming Lips. Uma lástima. Só fui conseguir começar a ver shows justamente na hora tão aguardada.

Os velhinhos estão voando. Roger Daltrey soa mais caricato, mas Townshend segura muito bem. Com o tradicional movimento de hélice na guitarra, ele gera uma espécie de contemplação coletiva. Ele surpreendeu ao dizer que sempre quis ir ao festival por ter ouvido coisas ótimas de amigos músico e incluir Eddie Vedder entre os que teriam falado bem de Roskilde. Foi ovacionado. A apresentação teve uma música nova (“Snowing Morning”) e um desfile de hits. “Anyway, Anyhow, Anywhere”, “Who are you”, “Behind blue eyes”, “Baba O’Riley”, “You better, you bet”, “Squeeze box”, “My generation”, “Won’t get fooled again”, “The kids are alright”, “Pinball Wizard” e outros trechos de “Tommy”.

Depois foi a vez dos californianos do Red Hot Chili Peppers fazerem um show que beirava a má vontade, mas até por isso foi ótimo. O grupo parecia estar com preguiça de si e seus hits. A opção foi enveredar por longas jam sessions, que tinham como temas as músicas do último trabalho “Stadium Arcadium”. Na volta para o (curto) bis, Flea tocando trompete com Chad na condução foi o momento alto. Vale lembrar que os rapazes vieram direto do Live Earth, em Londres, para Roskilde. No fim do show, saíram voados, direto do palco para um carro da organização que os levou embora.

Domingão, dia de sol. Um belo dia para a despedida. Gente estirada nas partes já secas da grama, tirando suas botas e usando óculos escuros. Os vinhos em caixinha continuaram presentes, mas já dividiam a cena com um ou outro suco. O clima era de prostração. O evento continuava cheio, mas os pequenos palcos ficaram vazios. Wilco e Spiritualized fizeram ótimos shows, mas quase ninguém viu. A grande festa foi feita pelo Basement Jaxx. E o resto é história...

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Uma ou outra lembrancinha do Roskilde'07 ainda há de pintar por aqui vez em quando, como as entrevistas com o Kristian Riis e o Björn (do Peter, Björn & John). Talvez uns videozins também. Mas agora, é hora de seguir adiante, até porque nesta semana tem mais um festival na área, o IndieRock, com Magic Numbers e Rakes. Já estou nervoso para o show dos gordinhos... É sério...

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Don't let the sun be the one to change you, baby...

Saideira...

Esses são os últimos vídeos da festinha. Mais uma vez, muito obrigado a todos que estiveram por lá, leitores, músicos, DJs e, sobretudo, amigos que é o que todos já se tornaram. Foi fodão, mas a de 3 anos vai ser ainda melhor!

E a saideira vem com esse gostinho de Pernambuco...

Ordinário Groove & Nervoso - "Nem parece" (homenagem aO Rafa, do Mombojó)


Ordinário Groove & Lucas Santtana - "Pela orla dos velhos tempos"



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Amanhã, os outros depoimentos sobre a festa pelos olhos de quem esteve lá. E você? Não vai mandar o seu? Lembrando que vale ingressos para o Festival Indie Rock, no Rio de Janeiro. Magic Numbers, Rakes, Nação Zumbi, Lucas Santtana, Moptop, Hurtmold... Tá acabando o tempo pra concorrer. Se agiliza.

21.7.07

Versions, de Mark Ronson

O Cara Por Trás de Lily Allen e Amy Winehouse

      E isso não é um site de fofocas. Diogo voltou de viagem com um cdzinho na mala, Mark Ronson. Esquece o Timbaland (ou só deixa de lado, por enquanto), o produtor que assumiu a frente dos palcos e deu certo é Mark Ronson. Com a ajuda das meninas Lily e Amy, duas retribuiçõezinhas justas, e de nomes como o do australiano Daniel Merriweather (cantor de r'n'b do terceiro vídeo aí de baixo) e Alex Greenwald (vocalista do Phantom Planet e ator de Donnie Darko - ele ameaça o Gyllenhaal com uma faca); o ex-dj de hip hop de Nova Iorque e estudante de Música da NYU lançou um disco só de versões. Tem Coldplay, Kaiser Chiefs, Kasabian, Radiohead, Britney Spears: quatorze faixas - três instrumentais de autoria própria e o resto é cover.
      Não faltam sopros ao trabalho de Ronson, privilegiando sempre os timbres mais baixos - o que significa trombones e saxofones tenor e até barítono. Nos arranjos dos naipes, a Motown é a escola - frases curtas respondem à voz, e ataques sempre seguidos de uma frase ou descendente ou ascendente, nunca outra coisa. Um trompete só aparece se for como contraponto ao coro mais grave. Vale a pena ouvir as faixas instrumentais para entender.
      As batidas têm algo de hip hop costa leste, mas estão mais para um dance de pistas de dança, em momentos caindo para um drum 'n' bass malandro. O baixo é puramente blaxpoitation, insinuante e ressoante. E a guitarra volta às levadinhas do soul de fins de sessenta.
      Tocou na festchenha do sobremusica, deve tocar hoje na Phunk, e se eu não estiver errado, ainda vai tocar muito por aí. Mas eu ainda volto aqui para escrever sobre o cara, ainda nesse post.







Nada a ver

      E continua valendo a promoção para te levar ao Indie Rock Festival. Quarta tocam Magic Numbers, Hurtold e Lucas Santtana. Quinta Rakes, Nação Zumbi e Móveis Coloniais de Acaju. Pra concorrer aos dois pares de convite por noite, aqui no Rio, tem que escrever um textinho pro eufuinafesta@sobremusica.com.br e contar o que você achou do aniversário de dois anos aqui do site. Se você não foi, escreve e tenta convencer a gente de que rolou um bom motivo. Duvido, mas vai que você convence...

18.7.07

Festa SOBREMUSICA :: "Paris (Dakar)" e primeiros depoimentos

Eis os primeiros depoimentos....

Maurício Cascardo
"Então, eu fui à festa! Fui pelos dois aniversários, do amigo Bruno e da sua cria que eu vi nascer outro dia e agora já tá com dois anos e largando as fraldas, o sobremusica. E como não podia deixar de ser, valeu a pena! Teve show, dj mandando som bom, gente bonita, gente esquisita, chopp gelado e casa nova, pelo menos pra mim: a Cinematéque.

Gostei muito do Ordinário Groove, co-anfitriões da festa, dos quais só conhecia a fama e o trabalho no Binário. O trio mandou bem, todas as versões ficaram ótimas. Algumas, diga-se de passagem, melhores que as originais, como Thong Song e Build/Motel, por exemplo.

Os convidados, muito bem selecionados, também não deixaram a bola cair. Aí eu tenho que destacar a versão funkeada do batera Bernardo pro yeah rock do Moptop, com participação dos próprios moptops! Rolou muita coisa boa além disso, mas esse foi um dos pontos altos da noite pra mim, que sou fã dos caras.

Quer dizer, juntaram numa noite de sábado carioca uma casa bacana, aniversários importantes, amigos e música boa. Não tinha como dar errado, foi até covardia. Agora a boa é aguardar os três aninhos da criança pra ver o que vai rolar. Até lá!
"


Leonardo Justi
"Cara, a festa foi ótima, enquanto os ótimos djs tocavam. Mas eu, que gosto bastante do som do Binário e acho moptop razoável, achei q o show, que começou bem, perdeu na falta de dinâmica, terminando meio q um show de 'música ambiente', como comentou meu amigo trumpetista do laranja dub. E realmente, não foi por ser instrumental, e nem digo q seja ruim, mas po, improvisações sobre levadinha não é pra festa, eu acho, ao menos às 2 e pouco da manhã. A participação do Lucas Santanna deu um gás, manero. Mas, principal, o que eu queria registrar é que a banda não tinha q ter entrado pela 2a vez. Pareceu que nego ficou esperando a banda acabar pra voltar o dj, q tava tão bom. E o cinematheque é meio caro, mas esse comentário não leva a nada, eu sei...abraço! Até a próxima"

Gustavo Areal
"Parabéns SOBREMUSICA, pela festa de aniversário de sábado! Os shows foram bem legais, gostei mto também do ambiente do Cinematheque! Só achei q faltou um pouco mais de hits clássicos na seleção do DJ. Mas vcs estão de parabéns, e aguardo a festa do próximo ano! "


Manda logo o seu também! Ah... Como prometido, tem a versão DUB-FUNK de "Paris"...


Ordinário Groove e Moptop :: "Paris (Dakar)"


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Lembrando que todos textos/resenhas/fotos/vídeos/etc enviados concorrem a dois pares de convites para cada um dos dias do Festival Indie Rock.

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Mais vídeos e depoimentos a qualquer momento... Ainda falta o momento Gabriel Sinatra e as participações de Lucas Santtana e Nervoso!

Promoção de aniversário

A gente faz aniversário e quem ganha o presente é você!...

Eu (Bruno) sempre quis dizer isso, chegou a hora!

Seguinte, em retribuição à grande presença da rapaziada na nossa festchenha, o SOBREMUSICA vai sortear oito ingressos para a edição carioca do Festival Indie Rock!!! Serão dois pares para o dia 25/07 (Lucas Santtana, Hurtmold & Magic Numbers) e mais dois pares para o dia 26/07 (Móveis Coloniais de Acaju, Nação Zumbi & The Rakes).

Para levar a bocada, é simples. Os contemplados serão escolhidos entre os que enviarem suas resenhas sobre a festa de dois anos do SOBREMUSICA, que como você sabem, foi no último sábado, na Cinemathèque. Os mais bacanas levam. Então, faz com carinho a sua e envia! Não esqueçam de colocar os seus contatos (tel, e-mail...) e qual a sua preferência de dia. Veja bem, a preferência não significa que os ganhadores vão levar o que preferiam, ok? Vamos escolher os quatro ganhadores e distribuir os ingressos entre eles. Quem já enviou, já está concorrendo. Você que não foi na festinha, fica ligado e vê se não perde a próxima.

Ainda hoje, os primeiros "concorrentes" estarão publicados aqui no site. Os nomes dos vencedores sai no dia 24/07 e eles serão contactados por nós, que explicaremos como proceder a retirada os convitinhos.

Lembrando que para concorrer, basta enviar sua resenha, depoimento, testemunho, foto, vídeo, livro, para eufuinafesta@sobremusica.com.br .

Coisa fina esse site, hein!

17.7.07

Mais FESTA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Seguindo, com um dos momentos mais românticos, daqueles pra dançar juntinho, proporcionado pelos nossos mestres de cerimônia.

Ordinário Groove :: Quarto de Motel




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Não vai ter vídeo deles, mas na boa. Miró e Saens Peña mostraram porque que a PHUNK é uma das melhores, senão a melhor festa da cidade atualmente. Sets matadores!!!

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Conta aê o que você achou. eufuinafesta@sobremusica.com.br . Amanhã eu começo a subir os primeiros textos que já chegaram.

SOBREMUSICA 2 ANOS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Com algum atraso para nos recuperamos da enxurrada de alegria, mas enfim começam agora os primeiros registros do que foi a festa de 2 anos do SOBREMUSICA na Cinemathèque! Grandes amigos, grandes músicos, grandes encontros, muita alegria! Inesquecível! Pode parecer clichê, mas nem a gente sabe muito o que falar. Conseguimos aproveitar e curtir a festa como é raro de se conseguir quando se está produzindo. Quem tiver ido e quiser contar o que achou, manda um e-mail para eufuinafesta@sobremusica.com.br . E assim, junto com os outros vídeos, vamos subindo os depoimentos de vocês. Aniversário 2.0.

Ordinário & Moptop - Bem Melhor (em 6:8)


14.7.07

A Festchenha Vai Começar

Tu Vais, Né?


      Olha quem tá falando: Lucas, Lúcio, Raul, André, Bruno e Bruno.
      A festa começa às 22hs! Se correr, ainda pega a lista amiga (listaamiga@sobremusica.com.br)

11.7.07

Festchenha, Baile Ordinário, Phunk na Pista

Te Encontra Logo




      Está declarada aberta a reta final para a festchenha de aniversário do sobremusica. A semana é das melhores, ontem teve Momo e Wander Wildner, hoje digital dubs, amanhã Brasov, sexta João Ferraz, e isso é só a programação que a gente faria, assim sem pensar muito, se fosse sair todos os dias. No sábado, o grande dia, todo mundo lá. Ainda antes de dada essa largada para a aceleração decisiva, temos bem mais de cinquenta nomes na lista amiga.
      E a divulgação é só viral, só por email, listas, sites, blogs e fotologs. Quem quiser dar uma força tem aí mais um jeito, link no youtube. Quem já ajudou foi o Urbe. Se quiser colaborar, avisa e a gente linka aqui.

      E uma coisa que nos faz pensar, já que o assunto é wiki, 2.0, e tudo isso, em uma das diferenças que ficou mais evidente para o sobremusica ao longo dos debates do Chappa Quente: Rolling Stone x Bizz. Cada um dos veículos foi convidado para uma mesa dos debates que a gente promoveu com mais três empresas em março/abril. E, em breves frases, cada veículo deu a sua visão para essa história de blogs de música, essa mesma história que vai ter uma ponta de celebração no sábado, lá no Cinemathèque.
      Tava correndo a mesa Artistas s/a, e a discussão era de que para a produção de raves e festas de música eletrônica, a grande imprensa já não era levada em conta como forma de divulgação. Até atrapalha, avaliava o produtor André Barcinski. Pois o cara da Bizz se virou para a mesa e declarou mais ou menos isso: não, mas para ter uma referência séria de música, qualquer um ainda prefere a Folha de São Paulo do que qualquer blog por aí.
      Pois bem, semana seguinte, sem ter assistido a essa mesa, vem o representante da Rolling Stone participar da mesa Mercado Independente. E ao falar da crítica independente, ele solta mais ou menos isso: olha, o grande problema dos blogs ainda é uma coisa que se chama ego, que na imprensa tradicional ainda se controla com editores e etc. Mas nós estamos sim de olho nesse universo, e quando tem alguém que interessa, a gente se mexe para cooptar. E deu um risinho.
      Bem, com a Bizz que está nas bancas sendo a última edição da volta da revista, acho que dá para ver quem pensou mais certo. Não dá? O que não deixa de ser uma pena, afinal todos perdem com uma revista a menos nas bancas.
      Bem, sábado a gente se vê lá.

-> listaamiga@sobremusica.com.br ou comunidade do Orkut paga 15.

10.7.07

Roskilde '07:: Saldão


2006: credenciamento garantido + carro + acampamento no camping destinado aos jornalistas + muito sol e dias lindos + programação excepcional + iniciativa própria.

2007: credenciamento garantido + a pé, carregando muito peso + acampamento no camping destinado aos jornalistas + muita chuva e lama + programação bacana + convite do Kunststyrelsen


Acaba sendo inevitável comparar um ano com o outro. Afora as questões pessoais, indo de fato ao que interessa a quem lê este site, a edição 2007 ficou abaixo da de 2006. A cobertura que fiz para o G1 não permitiu termos o mesmo ritmo do ano passado por aqui. No primeiro dia, como os shows acabaram mais cedo, ainda deu pra meter aqui. Depois ficou complicado. Ou escrevia o dia inteiro ou via as apresentações. Mas nem por isso vou ficar devendo. Mais tarde vem a mega-resenha geral, sobre o segundo, o terceiro e o quarto dia de shows.

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Ah! E ainda vai rolar a tal entrevistinha... Quer saber se o Peter, Bjorn and John vem ao Brasil para o Tim Festival? Hein, hein? Mais uns dias e eu te conto...

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E não é que depois de publicada a entrevista do Brandon Flowers, do The Killers, na qual ele desmente já ter estado (e muito menos morado) o Brasil, tem fã do cara que resolveu escrever pra me dizer que ele morou em Ponta Grossa, sim... Pelo jeito, o cara acha que o Brandon (não é) Flowers que se cheire...

Desculpem. Não resisti... hehehhe

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E a tal festchenha sobremusesca, junto com o meu bolo de 25 velinhas?! Tá chegando a hora! Amigos, leitores, amigos-leitores , fãs de boa música, amigos-leitores-e-fãs-de-boa-música... Estão todos convidados para levarem seus sorrisos para a Cinemathèque! A lista amiga só faz crescer e isso aumenta ainda mais a expectativa! Vai ser bonito demais! Aliás, você já colocou o seu nomezinho lá?

8.7.07

E tem também...


Um papo exclusivo do SOBREMUSICA com o cara que fez a música mais assoviada do Roskilde Festival e de todos os indies ao redor do planeta em 2007. Cheguei para falar com ele e o camarada já foi sacando esse pintoso adesivo do bolso e fazendo pose para a câmerazinha embaçada pela chuva! Disse que é leitor nosso das antigas... Da época que Thomas Brolin e Kenneth Anderson preocupavam o Aldair!

Pinta a qualquer hora (mas provavelmente mais para o fim da semana), aqui no meu, no seu, no nosso....

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Ele disse que tá amarradão de ir na Cinemathèque semana que vem. Pediu pra meter nome na lista amiga e tudo. Você já colocou o seu?

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Os primeiros rabiscos sobre o que foi o segundo dia do Roskilde Festival já podem ser lidos no G1.

7.7.07

Entrevista: Brandon Flowers, The Killers


A tal da surpresa...

Muita gente o acha convencido e pretensioso. No encontro de 20 minutos que o SOBREMUSICA teve com o vocalista e líder do The Killers, ele transbordou simpatia e acessibilidade. A produção vetou qualquer foto ou câmera. Brandon estava sem fantasias, vestido como um carinha normal, de 26 anos. Respondeu às perguntas sem grandes pudores. A entrevista foi promovida pela organização do Tim Festival (aquele, lembra?), que entrou em contato me convidando a participar dela ao saber da cobertura que estaria fazendo para o SOBREMUSICA, para o G1 e para a próxima edição da Rolling Stone. Junto comigo estiveram os jornalistas Bernardo Araújo (O Globo - RJ) e Juliana Girardi (Gazeta do Povo - PR), que viajaram à convite da operadora.


Seguem as perguntas feitas por mim ao vocalista.


Bruno Maia: A primeira coisa a se perguntar é o seguinte. Você já esteve alguma vez no Brasil? Houve um boato de que você esteve por lá em 2000. Isso tem alguma coisa de verdade?

Brandon Flowers: (risos) Não, eu nunca estive no Brasil. Eu sonho com isso. Eu gostaria de ir à América do Sul em geral. O meu irmão passou um tempo no Chile. Estou muito empolgado pra descer por lá em outubro.

BM: A banda começou em 2002. Olhando para trás, você acha que as coisas aconteceram rápidas demais para vocês?

BF: Sim, foi muito rápido. Mas enfim, a gente fica feliz por isso.

BM: Como você vê a sua geração de bandas? Há algo de similaridade entre os trabalhos de vocês?

BF: Pra mim, são ótimos grupo. Eu acho que deve haver muita coisa parecida nos nossos trabalhos, apesar do resultado ser muito diferente. Porque nós nascemos na mesma época, crescemos ouvindo as mesmas coisas, como David Bowie, New Order...

BM: E você acha que a fusão com a eletrônica é a marca desses tempos?

BF: Sim! Eu nasci em 1981, cresci ouvindo esse tipo de som. Então não é uma questão de tentar fazer um tipo de música, não. Essa é a música que eu faço naturalmente. Foi o que eu nasci ouvindo, o que meu irmão sempre ouviu.

BM: Neste fim-de-semana nós vamos ter o Live Earth acontecendo em vários países. O que você acha desse papo de que o rock pode ajudar a mudar o mundo? Essa história já é velha e não se sabe se é uma verdade ou não. Qual sua visão sobre isso?

BF: Sim, eu acho que pode mudar. Eu acredito que pelo menos o fato de unir tantas pessoas ao redor do planeta já é importante. Atualmente não se tem tantos líderes como se via nos anos 60. Não há John Lennons, não há Bob Dylans... Bono Vox é a melhor coisa que nós temos, ele faz tudo que está a seu alcance e isso é bom...

BM: Mas por que você acha que não existem mais esses líderes? Porque as pessoas não estão se importando tanto com essas questões, porque a diversão importa mais...

BF: Por causa de John Lennon e Bob Dylan. A gente colocou esses caras em um nível tão alto, que ninguém tem o direito – eu não tenho – de puxar essas questões para si. Porque se eu fizer, as pessoas vão me tirar de lá. Os jornalistas vão perguntar “quem é esse cara está achando que é? Ele acha que é o John Lennon? Ele acha que é o Bob Dylan?”. Então não mais há lugar para novas pessoas por lá.

BM: Mas você gostaria de estar lá?

BF: Sim, seria legal. Eu acho que seria algo muito positivo, mas ninguém vai permitir que isso aconteça. Os tempos são diferentes...

BM: The times they are a-changin...

BF: (risos) É na verdade, they have already changed! (eles já mudaram!)

BM: E sobre o Live Earth....

BF: É ótimo! Sim, é ótimo! Todo o planeta vai estar assistindo. Você pode ser um artista, pode ser um religioso... É obrigação de todos cuidar da Terra.

BM: Vocês são uma banda que já nasceu na era da Internet. Quando vocês começaram a tocar já existia download em todos os lugares e eu acho que você mesmo devia fazer downloads naquela época, para conhecer novos artistas, etc... Como você lida com isso hoje em dia, sabendo que alguém pode simplesmente querer ouvir sua música e não pagar por isso?

BF: É frustrante (risos)...

BM: Mas você costumava fazer downloads?

BF: Sim, eu baixei algumas coisas, mas... Eu não quero me defender, mas talvez eu fizesse aquilo só para conhecer e eu compraria o álbum se eu realmente gostasse. Eu teria ainda mais vontade de ter o disco, seria a primeira pessoa a querer comprar, abrir o encarte e ver as fotos... Eu ainda tenho esse fã dentro de mim... Mas enfim, eu não sei...

BM: E o que você acha sobre o clima que existe nestes festivais europeus?

BF: É legal. É como se fosse uma época de natal pra essas pessoas...

BM: E pra você?

BF: Pra mim? Bem, não vou dizer que é como se fosse mais um show qualquer, mas essa é a forma como eu devo tentar me relacionar com isso tudo porque eu ainda estou aprendendo muito sobre performance. Ainda não é uma coisa natural, mas eu continuo me esforçando para que seja.

BM: Você disse que não está satisfeito, mas como você percebe sua evolução ao longo do tempo?

BF: Eu queria ser mais confiante, mas acho que estou melhorando, eu tenho assistido... Eu vi algumas trechos das apresentações em Glastobury e em um show que fizemos na Noruega... Eu acho que ainda preciso melhorar, não me sinto muito confiante. Eu ainda não pareço com o Fred Mercury (risos)

BM: É uma pergunta clichê, mas inevitável quando se entrevista alguém que vá ao Brasil. Que tipo de imagem você tem em mente quando pensa no Brasil?

BF: A minha imagem sobre o Brasil é mais sexual. Isso é tudo que a gente recebe de informação. Não quero dizer que eu vou para lá para fazer sexo, mas sim que é um lugar em que há um aspecto mais sexual e esse tipo de coisa... Mas tem um show incrível que o Pet Shop Boys fez no Rio...

BM: Quando vocês estão em países como o Brasil, em que vocês não sabem muito a respeito, dá tempo de conhecer um pouco da cultura ou é mesmo, como você disse, só mais um show?

BF: Eu acho que no Brasil nós vamos ter algum tempo por lá para aproveitar. Eu adoro experimentar novas comidas. Eu não tenho medo, meu estômago é forte... (risos). Eu estou realmente muito empolgado! Estivemos no México algumas vezes e há muitas pessoas da América do Sul que vivem nos Estados Unidos. Na minha opinião, esses são os povos mais amistosos do mundo e eu fico muito empolgado de poder descer por aquela região.

BM: Mas na verdade, vocês realmente participam da escolha dos lugares onde vão tocar ou é apenas um agente que cuida da turnê internacional, que vai marcando e dizendo para vocês?

BF: Sim, sim... A gente negocia e diz o que queremos fazer ou não.

BM: E você tem algum amigo na América do Sul? Ainda que por causa do seu irmão...

BF: Ë, o meu irmão ainda tem muitos amigos que ele mantém contato...

No surprises (by now) and Good Vibrations

A boa surpresa não vai rolar exatamente à meia-noite, mas vai rolar. A surpresa do dia é chata e aproveito para desejar apoio pra rapaziada do Mombojó e pra família, pela perda do amigo e do músico O Rafa (com o artigo na frente!). Diga-se de passagem, ele foi, junto com Marcelo Campello, o primeiro entrevistado do SOBREMUSICA. Gente fina, grande músico, bom papo e bom sujeito.


Muita luz.

6.7.07

Festchenha sobremusica 2 anos: contagem regressiva

Vem de Encontro



      Falta só uma semana.... (listaamiga@sobremusica.com.br ou via Orkut)
      Coletivo sobremusica em andamento: a filipeta é de Nando Arruda, parceiro de várias horas. Aliás, a animação que você vê clicando no título, também é dele.
      E a divulgação viral já tá rolando. Tem aqui, e aqui, que eu tenha visto. Se tiver mais, avisa aí que a gente linka.
      Não custa repetir: vem de encontro, e tu te dá bem.

Roskilde Festival '07 :: Primeiro dia

Martírio. Essa foi a palavra do primeiro dia do Roskilde Festival. Além do perrengue de andar 4 km carregando as bagagens (esqueça os ônibus!) na chuva, com direito a uma parada de 40 minutos para esperar por um táxi prometido que não veio, o espírito chegou por aqui estafado e o corpo exaurido. O ânimo foi voltando, em parte, ao longo do dia.

Já de cara, vi que o tal objetivo traçado dias atrás não seria atingido por completo. Hoje, enquanto digito tais linhas, perco o show do Stone Throw presents. Já perdi também todos os anteriores a eles, pela necessidade de voltar ao centro da cidade para abastecer a barraca. Mas parando de reclamar da vida e indo aquilo que move tudo por aqui, vamos falar de música.

O Arcade Fire eu perdi por um nobre motivo que vocês saberão amanhã. Se tudo der certo, saberão exatamente no primeiro minuto de amanhã, hehe. O primeiro show que consegui de fato assistir foi o do super competente LCD Soundsytem. “Daft punk is playing in my house” na lama virou catarse coletiva. Em “All my friends”, que no original foi gravada com as vozes de Alex Kapranos, do Franz Ferdinand, James Murphy também segurou a onda, mas faltou o charme do sotaque escocês.

Já o The Killers mostraram ser a banda de um homem só, o vocalista Brandow Flowes. Ele canta, toca teclado e baixo, numa mistura de Robbie Williams, com Fred Mercury e Peter Hook. Mas em carisma, ele fica devendo pra todos os outros. A apresentação teve muitas baladas e vários momentos conduzidos por Flowers ao teclado sem sintetizador. A platéia curtiu, mas não houve grandes excessos. Em “Somebody told me” a chuva apertou e trouxe um certo charme.

À esquerda do palco, alguns preferiam “brincar”no jardim de lama e outros esperar numa longa fila para entrar na área vip durante o show da Björk. No Roskilde Festival, “área vip” é um espaço destinado aos fãs que querem ficar mais perto do palco, mas sem serem comprimidos pela multidão. Assim, se evita novas tragédias como a do show do Pearl Jam em 2000. Para ser vip, não adianta mandar e-mail praquela assessora de imprensa amiga. Você precisa perder um show inteiro e aguardar na fila pra ver se rola de entrar.

A chuva não deu tréguas. Conforme o dia passava, mais pesado se tornava o caminhar. Tanto pelo desgaste natural ao longo do dia, quanto pelo estado do chão que se tornava mais aquático e pantanoso, quanto pelas roupas que se tornavam mais pesadas com o acúmulo de água. Na arquitetura do Roskilde, o palco Arena é o único que fica à esquerda do Orange. Entre eles, alguns corredores de stands, lojas de roupas, comida, etc. Ao fim da noite, esses corredores já estavam completamente alagados, sendo impossível ver o chão.

A Björk fez um show bonito, mas que não passa disso pra quem não é chegado. Cheio de cores, referências lúdicas, muitas luzes e uma orquestra de metais liderados por lindos flugelhorns. Em algumas faixas, o clima ficava próximo ao de uma apresentação numa igreja. Em outras, o caos absoluto das programações atropelava com raios projetados sobre a platéia e holofotes acessos na frente do palco, ofuscando o que acontecia lá em cima. Quando ela estiver por aí em outubro, em um palco coberto e “pequeno”, os detalhes visuais devem funcionar ainda melhor. Em termos de som, não deve ser muito diferente, porque a qualidade do sistema de PA por aqui é assombrosa. Desde o ano passado, quando ouvi o Roger Waters fazendo o Dark Side of the Moon, isso já tinha me impressionado. A apresentação da Björk requer tanto dos operadores de som quanto o do ex-Floyd.

Mais sobre os shows, pode ser lido no G1.

Hoje a correria começou cedo. Como disse, tive que reabastecer a barraca e vir fazer os primeiros textos do dia. Por isso, já perdi alguma coisa. O primeiro show seria o do The Sounds, mas admito a dúvida entre eles e o New Young Pony Club. Ah! Esqueci de incluir naquela lista de objetivos ver o The Brian Jonestown Massacre que todo mundo fala benzão. Lembrança providente de Pedro Seiler.

É isso. As fotos virão mais tarde, ok? Vamo que vamo.

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Só pra constar, mais uma vez, que o SOBREMUSICA veio ao Roskilde com o apoio do Kunststyrelsen.

5.7.07

Canastra no Canecão (abertura: Lasciva Lula)

Clima de Baile

      O Canecão recebeu o Canastra com um público jogando a favor. Não eram tantos quanto no mesmo evento de um mês atrás, quando o Moptop recebeu o Móveis Coloniais de Acaju, mas dava para dizer que para uma terça-feira, estava bonito. E até surpreendente, sendo os dois shows de bandas cariocas com cd lançado recentemente, o que significa estarem as duas tocando bastante e seguidamente.
      O Canastra preparou um show maior, com participação fixa de um violinista, e com dois integrantes extra no naipe de metais: um segundo saxofonista (barítono) e um trompetista. No caso desse último, o guitarrista Fernando Oliveira ficou sem tocar praticamente o seu trompete. A troca não melhorou tanto a pressão da metaleira, até porque Fernando segura bem a onda nas frases simples e certeiras das músicas da banda. Agora, que um sax barítono dá outro peso ao conjunto, ainda mais do lado de um trombone, isso dá. Ou seja, se o formato for mantido, mais ensaio. Até para Fernando também definir a guitarra nas horas em que empunhava a corneta lá dele. Quanto ao violino, muito bacana.


      Dito isso, os elogios. Uma coisa é pegar cento e cinquenta pessoas onde cabem cento e cinquenta pessoas e botar todo mundo para dançar. A outra, é convencer até três ou quatro vezes isso a se mexer onde cabem duas mil. E o Canastra foi bem. A movimentação de palco, os deslocamentos de todos, inclusive de Edu Vilamaior e o pesado contrabaixo, os revezamentos nos microfones, as piadas de Renato Martins... Tudo isso contou. Mas o que definiu foi um repertório voltado cada vez mais para o baile. São suingues, namoros com Jovem Guarda, misturas de country e surf music, e uma melancolia de samba antigo que se juntam para formar um universo próprio, algo retrô e outro algo animado.

      Portanto, tudo conta, como eu disse. Os uniformes de camisas coloridas, os topetes hillbillies e a mesa de carteado no saloon criam um cenário de parque temático, com uma diferença: a música entra com a alma. Por mais que o que se ouve tenha muito de Squirrel Nut Zippers, também se reconhece ali toda uma série de influências e até de clichês pop reaproveitados e rearranjados. Um show deles é uma chance de reconhecer gravações no subconsciente. E o que o tamanho do Canecão podia atrapalhar nisso, os fãs trataram de ajudar.
      Sem muita diferença entre as músicas do primeiro e as do segundo disco, a reação do público vinha em muitas palmas, e em coros em vários trechos das letras. A primeira metade do show teve mais danças, é verdade. A participação teatral de Nervoso em uma versão meio cubana da tomwaitsiana O Bom Veneno, bem no meio do show, pode ter marcado simbolicamente o início da segunda metade, quando o bpm da apresentação caiu e o clima de baile se moderou, sem de desfazer por completo. Daí, vieram as mais lentas e as covers, tanto umas quanto as outras bem recebidas pelo público cúmplice. No fim, a sugestão do baterista Marcelo Callado e de Nervoso por um bis não teve como não ser aceita.







      Cheguei na metade do show, o que não me credencia para nada, mas vou dizer: foi o melhor show do Lasciva que já vi. O melhor, e o terceiro ou quarto, portanto tá dado o meu parâmetro. Felipe encarna o seguidor de Pixies com personalidade, e letras de muita personalidade - ainda mais se você souber que aquele vocabulário e preocupação com os fonemas vêm de um cara que revisa textos em uma editora. Os outros três quartos da banda acompanham essa história de personalidade que vai de um indie anos 90 até uma psicodelia anos 70, sem saudosismo chato. E o público, já que o texto tanto fala deles, cantou junto para caramba.
Mais fotos de um e de outro show, aqui.

Roskilde Festival '07 :: Jornalismo 4x4

Lembra que ano passado eu falei dos lindos dias de sol, né....

Pois é. Essa é a manchete de um jornal dinamarquês hoje, sobre o dia de ontem em Roskilde.


Não entendeu? Então se liga. Isso é o Roskilde Festival no dia de hoje, poucos minutos antes de se abrirem os portões. Ou seja, uma hora atrás.

Roskilde Festival '07 :: Vai começar o jogo

Ontem foi dia de ir até Roskilde pela primeira vez, fazer o credenciamento, montar a barraca e voltar para Copenhagen onde cuidei dos últimos preparativos. Hoje, a viagem já foi definitiva. Chove, chove bem. Já há bastante lama e de tênis não dá pra encarar, não.

Todos os ingressos estão vendidos há muito tempo. Às 17hs (daqui, 12hs de Brasília) começa a bagunça. Voltarei para Copenhagen (e a dormir em um colchão),“só depois do carnaval” (por favor, cantarolando o trecho entre aspas com a melodia de “Mascarada”, do Zé Kéti, pra dar um clima) .

Escolhidos os exércitos. O meu é verde. Sorteados os objetivos. O meu é o seguinte:

Quinta, 5 de Julho
17:00 – Show Booty Cologne [DK] ou City-X [DK]
18:00 – Show Arcade Fire (Arena) / final do Volbeat (Orange)
19:30 – LCD Soundsystem (Odeon)
20:00 – The Killers (Orange)
22:00 – Björk (Orange)

Sexta, 6 Julho
12.00 – The Psike Project (Odeon)
12:30 – Musicians of the Nile (Astoria)
13:00 – Camera Obscura (Pavillion)
14:00 – Stones Throw Records presents… (Cosmopol)
16:00 – The Sounds (Arena)
18:30 – My Chemical Romance (Arena)
19:00 – Boris (Pavillion)
19:30 – Beastie Boys (Orange)
20:15 – Klaxons (Odeon)
21.00 - Trentemøller (at Arena)
22:00 – CSS (Odeon)
22:50 – Queens of the stone age (Orange)
23:30 – Annuals ou Mika
00:00 – Peter Bjorn and John (Odeon)
01:00 – Lee Perry & Adrian Sherwood (Cosmopol)

Sábado, 7 Julho
12:00 Concert: Slaraffenland (Pavilion)
14:00 – Camille Jones (Cosmopol)
15:30 – Sonic Jr. (Cosmopol)
18:30 – Oh No Ono (Odeon) / Flaming Lips (Orange)
21:00 – The whitest boy alive (Odeon)
21:30 – The Who (Orange)
22:30 – Bonde do Rolê (Cosmopol)
23:45 – Buraka Som Sistema (Cosmopol)
00:00 – Fanfare Ciocarlia (Astoria)
01:00 – Red Hot Chili Peppers (Orange)
Bonustrack opcional: Tiësto


Domingo, 8 Julho
16:00 – Wilco (Arena)
17:00 – Arctic Monkeys (Orange)
18:30 – Spiritualized (Arena)
19:30 – Muse (Orange)
20:45 – Datarock (Arena)
22:00 – Basement Jaxx (Orange)

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Quem quiser ver todas as bandas que passam por aqui, o caminho é esse.

4.7.07

Roskilde '07:: Já na Dinamarca

O avião começa o procedimento de pouso. Aprxima-se da terra. Primeiro se vê aquela mistura de água de mar com terra e lodo, um terreno meio pantanoso, que visualmente lembra um manguezal. Ultrapassada essa paisagem, os prédios aparecem de um dos lados da aeronave. Algum asfalto também. Da janela, ainda se pode ver aquela água brilhando, a pista chegando, e vamos nós. Uma ponte de 13 km corta a água de um lado ao outro. Carioca que chega em Copenhagen de avião não estranha muito a paisagem.

A cidade é banhada pelo Mar Báltico, que é o que a separa de Malmö, na Suécia. A tal ponte se chama Öresund Bridge e liga as duas cidades. Aos desavisados que resolverem passear de carro, cuidado. O pedágio é salgadíssimo (64 euros!) e só vem no final, já nas bandas suecas. E aí, não dá pra voltar atrás. Para o motorista que vem da Dinamarca, o caminho que a antecede é precedido por um túnel, que começa em terra, numa auto-estrada e passa por um trecho por baixo da água. Ao final dele, os carros já saem em cima da ponte, sobre o mar. Esta combinação vista pela janela do avião é ainda mais bonita. Tem-se a sensação de que os carros saem de dentro da água...

Mas enfim... Fechado esse parêntese e dito isso, voltamos ao que interessa: desde ontem, estou, enfim, no país do Roskilde Festival. Já no aeroporto começam a serem avistados os primeiros aventureiros. Não é difícil reconhecê-los. Quilos de bagagem nas costas, chegam em grupos e muitas vezes trazem um violão à tira-colo. O trem que leva até a estação central em Copenhagen é a primeira escala de quem vai para Roskilde. Da capital até lá, é preciso pegar outro trem.

Ao contrário da rapaziada que vai direto para o festival, minha viagem ainda conta com uma parada estratégica de dois dias em Copenhagen. Mais do que poder revisitar a cidade (o que seria um prazer!), o objetivo é me abastecer dos últimos bens necessários para encarar a aventura. Fechar os últimos rabiscos, fazer as últimas ligações, desenhar o que eu pretendo que seja o meu festival. Sim, o "meu" festival. Afinal, diante de tantas opções de combinações possíveis, cada um dos mais de 80 mil visitantes diários assiste a um festival diferente. Considerando-se apenas os quatro principais dias, são seis palcos e cerca de 150 artistas Inevitavelmente a escolha faz parte do processo. A proposta também é essa, não adianta reclamar. Não dá pra ver os Beastie Boys e os Klaxons. É um outro. O mesmo vale para Cold War Kids ou o duo Lee Perry-Adrian Sherwood. E como essas, várias outras escolhas são postas ao público o tempo todo. Em tempos de web 2.0, isso sim é um evento 2.0.

Outra importante tarefa a ser cumprida antes de partir para Roskilde é preparar o material para o acampamento, sobretudo a logística. A decisão foi sofrida, mas está tomada. Sim, vou acampar. Ao contrário do que diziam todas as previsões, a terça-feira foi um dia lindo em Copenhagen. Vá lá que isso não me dá segurança sobre nada para os dias que virão. A intuição (e a assistente da loja onde comprei minha barraca) ainda me diz que vou passar perrengue na lama. Mas ainda assim, parece ser a melhor opção mesmo. Dormir em Copenhagen, ir e voltar todos os dias, além de muito caro pode ser fatal para uma desistência no meio do caminho. Além do que, depois que passar, a memória vai preferir muito mais ter encarado uma aventura como essa, do que guardar o cheiro branco do quarto de um hotel.

Está chegando a hora...

***************************
Queria registrar que esses próximos dez dias vão ser demais! Na volta do Roskilde ainda tem esse festaço! Desde já, obrigado a todos que toparam participar dessa jam-session insana!! Julho é o mês!!!!

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Só pra constar, a festa do SOBREMUSICA também vai ser a minha festa de aniversário! Dia 14 de julho assopro 25 velinhas junto com a rapeize. Ausências serão duplamente imperdoáveis! E já comprem os presentes, hehehe!

3.7.07

Mais festchenha sobremusica 2 anos

Encontro Marcado







Dia 14, sábado
Cinemathèque Jam Club
Rua Voluntários da Pátria, 53
Botafogo
R$ 24,00 ou na lista amiga R$ 15,00

listaamiga@sobremusica.com.br ou via Orkut
Djs Saens Peña e Artur Miró da festa PHUNK
Ordinário Groove Trio e convidados

Instântaneas de Amsterdam

O tempo é apertado, já está na hora de pegar o trem rumo ao aeroporto. De lá, é rumo à Dinamarca.

Mas o que não pode deixar de ser dito sobre a minha passagem "musical" por Amsterdam são duas coisas:

1) Ausências na festa de dois anos do SOBREMUSICA só serão perdoadas para quem estiver por aqui nesse dia.
fotos: Bruno Maia

2) Você acha que eu poderia passar imune a uma loja com esse nome???

Detalhe 1: o nome da loja é o que está na vitrine de baixo!
Detalhe 2: trata-se de um sebo!

2.7.07

Fim do Escravos da Mauá

Nota de Despedida



       O bloco Escravos da Mauá não deve voltar a ensaiar no Largo da Prainha, onde faria quinze anos em 2008. A próxima apresentação seria no dia 20, uma festa no meio do Pan, e não vai rolar porque a cidade não consegue harmonizar-se para a prática de uma festa popular no Centro, de graça, aberta a todos, com um samba livre, alegre e afastado de esquemas de contravenção.
       Me recuso a ser aqui o Arnaldo Jabor ou a Cora Rónai. Não vou convencer ninguém com indignação barata. A história é só que há duas sextas, dois incidentes no fim da festa - que tinha contado até com a presença de Beth Carvalho - fizeram os organizadores reverem a responsabilidade que assumem perante a subprefeitura da região. Não vão mais assinar um termo pela segurança de duas mil pessoas, em média, uma noite de sexta por mês. Ainda mais sem polícia, sem Saúde, e sem espírito coletivo disponíveis. O pé do Morro da Conceição, onde João da Bahiana contribuiu para esse papo de samba, vai voltar à sorte das praças vazias e abandonadas. O Trapiche da Gamboa, ali pertinho, fica ainda mais isolado.
       Para mim, que conheci a região há uns cinco anos, participando de um documentário justamente com esse tema, é uma despedida. E, como torcedor da cidade, uma tristeza. Era o melhor bloco de carnaval, esse que saía toda quinta-feira antes da festa, pela Avenida Rio Branco, por entre ônibus e passageiros sorridentes, e prédios imensos de janelas apagadas. A cidade engravatada na folia fica assim mais um pouco abandonada.
       Não to mais falando de poder público. To falando só da dificuldade de mobilização por um bem comum dos cariocas: a própria história, a própria música, e um pouco dos próprios encontros. Afinal, ali não era lugar de resgate, de comunidade a ou b, de juventude redescobrindo o samba. Era só lugar de festa popular.
       Não será mais.
       Fiquei sabendo do fim na sexta, no sábado saiu na coluna do Ancelmo, antes já tinha rodado na lista de emails do grupo. Pois bem, é isso. Que eu esteja errado, mas aquele pedaço do Rio de Janeiro foi afastado de um pouco de todos os cariocas.


LUA DO POVO
(Carnaval 2003: meu preferido)

Autor: Velha Guarda dos Escravos da Mauá
Canta: Claudia Baldarelli


Se ouviu no céu
E ecoou
A voz do povo
Pelas ruas do Brasil
(quem sonhou pode acordar ...)

Tiro o chapéu
Toco o tambor
Meu carnaval será o maior
Que já se viu

Com (a) alma liberta
Eu viro Escravo
Escravo da Mauá

De braços abertos
P'ros grandes bambas
P'ro samba que chegar

Ai, tem dó,
Quem te disse que não dá ...
(prá ser feliz ...)
(A) esperança de viver melhor
(A) alegria de abraçar
Um grande amor

Starbucks, Zweitausendeins e as elocubrações...

(texto sobre sexta-feira. adiei a publicação em função do post sobre o Aleatório)

Seguindo as impressões européias, na sexta-feira à tarde, um passeio pelo centro da Colônia. Não tardou a surgir na frente a primeira das várias lojas que a Starbucks mantém por aqui. E eu, como feroz anti-cafeína que sou, só poderia ter asco e vontade de passar longe de tal ambiente fétido. Porém, algo me chamava para lá. Preciso dizer o quê?

Pois é, queria ver qual era do disco do Paul. Se era verdade mesmo, como que ele ficava vendido, quanto custava, se vinha numa promoção “leve 35 cappucinos e ganhe um Paul McCartney”, sei lá. A priori, nenhuma divulgação explícita chamava a atenção do pedestre para o fato de que ali, sim, era uma loja de música. A Starbucks vende café e ponto. Nos corredores internos tampouco havia qualquer citação. Na estante de souvernirs, canecas, toalhas, ursos de pelúcia e talz... Ali, no último caixa, quando já achava que era lenda essa história de Hear Music, vi um negocinho com uns cds dentro. Tipo no esquema “chiclete em banca de jornal”. Fica do lado do caixa pra te seduzir no momento em que você já está com a carteira aberta. Nada de Paul McCartney, apenas duas compilações. Uma de Bob Marley e uma outra que eu já esqueci. Mas de fundo, havia o “wallpaper” com a cara do fab. Fiz fotos.

fotos: Bruno Maia

Pedi ao Selim que perguntasse ao vendedor se não havia aquele cd pra vender. O cara demorou a entender. Parecia que ninguém nunca havia lhe pedido um CD até então. Consultou alguém lá dentro, via rádio. Talvez houvesse algo no estoque. Foi checar. Enquanto isso, o outro rapaz do caixa explicava que aquilo estava ali como resíduo do lançamento do disco “quando a gente foi obrigado a vender aqui... depois disso, nunca mais”. Não, não havia mais em estoque, mas na outra loja, uns 300 metros mais adiante, nós encontraríamos. O gentil atendente disse que, inclusive, já tinha reservado um pra nós.

Os alemães acham muito feio se você reservar alguma coisa e não for buscá-la. Por isso, o Selim disse que precisávamos ir à outra loja, mesmo que para dizer que não queríamos mais. Assim fizemos. Chegamos lá, um mendigo estava chapado, dormindo, em frente ao caixa, estatelado no chão. Lá, já não havia Bob Marley. Só Paul. Peguei um exemplar. 14,95 euros. Não rolaria, óbvio. Saquei a máquina do bolso novamente e o vendedor dessa loja começou a colocar a mão na frente dos produtos dizendo que aquilo era proibido. Não se pode ligar câmeras nas lojas da Starbucks. Selim, com muita presença de humor, perguntou-lhe de bate-pronto: “Ficar bêbado e dormir no chão da loja pode, mas fazer fotos não?!? Ok, tá certo”. O rapaz ficou mais gentil quando percebeu um sotaque em minha não-germânica voz e quis saber se eu era espanhol. Brasil sempre abre portas e ele então falou. “Faça a foto rapidamente. Vou fingir que não vi”. E assim saímos de fininho. Já não sabia porque estava fotografando o Paul no caixa da Starbucks. Mas era preciso.


Mais 50 metros a frente, o paraíso na Alemanha se clareava. Zweitausendeins. Ou Dois Mil e um, em bom português. Tive minha primeira experiência lá, na filial de Hamburgo, no ano passado. Depois, cheguei a vir na de Colônia por breves minutos. Dessa vez, já sai do Brasil mentalizando este lugar. Que falta fazem as lojas de disco na rua, né não? Depois de investirem pesado nos grandes vendedores por atacado, a indústria fonográfica brasileira conseguiu quebrar com o último nicho de mercado que ainda se interessava, de fato, pela música como fetiche, objeto, que eram os freqüentadores de lojas de CDs. Hoje, estão todas quebradas e as megastores cada vez ligam menos para música, já que seu público não vê muita diferença entre um disco original e um pirata. Sua relação com música é meramente instantânea. Mas enfim, voltando. Zweitausendeins é uma rede de lojas de rua, com preços de discos de sebo, só que são todos eles novos. Livros, caixas, coleções... Não chega a ser uma megastore especializada. Não. São lojas pequenas e não se furtam às limitações que isso implica. Separados por época e, vez por outra, por gênero, os discos podem ser apalpados em ordem alfabética. Ao longo das paredes sobre as bancadas com CDs, milhares de livros – que mais do que livros, são verdadeiros objetos de decoração para qualquer casa!! – formidáveis e tentadores. Os preços são sempre em promoção.


No ano passado, além de uma caixa de Bach (mais por decoração do que pela prática de ouvir), outra especial do Pet Sounds e uma do Miles Davis, foram comigo para o Brasil raridades dos Kinks, Mavis Staples, Mongo Santamaría, John Lee Hooker, Ella Fitzgerald, Hans Albert e mais uma cacetada de coisas que superavam a marca de 20 CDs e 140 euros na minha conta. Ta ruim? Mais de 20 CDs? Bons e raros, sendo que a maioria não se acha no Brasil?! Não tá, né... A maioria fica entre 2,99 e 5,99 euros. As caixas levantam um pouco mais a conta, mas nada que não seja justificável e que dê um prazer fudido em carregar aquele peso todo depois, por horas a pé...

Esse ano, talvez influenciado por ela, o foco ficou sobre uma certa soulmusic. Marvin Gaye, Aretha Franklin foram acompanhados por Ray Charles, Coltrane, Baker, Beatles ao vivo em Tóquio, e mais algumas coisitas. Três livros cheirosinhos. Um scrapbook de Dylan (o mais caro, 15 euros) de morrer! Até o convite de formatura do jovem Robert Zimmermann ele traz! E não é a foto do convite! É “o” convite! Impresso num papel igual ao original, tal qual as cópias das folhas de caderno onde o jovem rapaz rabiscava as primeiras linhas... Enfim, daqueles que os outros só podem encostar de luvas! Outro, mais um de fotos dos Beatles. Um dia eu canso de comprá-los. E o terceiro, 5 euros, um livro de ilustrações inspiradas nas letras de Greendale (2003), do Neil Young. O disco, uma quase ópera, novela, sei lá, é aquele inspirado na tragédia da família Green, em uma pequena cidade da Califórnia.


Mais do que a alegria de novamente ter a chance de estar na Zweitausendeins, o principal sentimento é o de frustração pela realidade dessas lojas no Brasil. É incrível como as grandes gravadoras conseguiram acabar com o seu produto de sustento.

Vida que segue, novos passos virão.


Enfim, a casa própria
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