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Bernardo Mortimer
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Bruno Maia
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25.7.06

Roskilde 2006:: Balanço Final

No meio do nada, como os organizadores de festival na Europa gostam, está Roskilde. Distante cerca de meia-hora de Copenhagem, a cidade – que é mais famosa pelo seu festival anual de rock do que por qualquer outra razão – tem do que se orgulhar. Uma aula de organização, limpeza, segurança, simpatia, estrutura, ideologia e boas idéias.

Roskilde é um festival independente, que há alguns anos tem todos os ingressos vendidos. Recebendo cerca de 75 mil pessoas por dia, dá conta do recado. Desde os campings, que estão aberto a todos, até os acessos e, mesmo, internamente. Há seis anos, a tragédia durante o show do Pearl Jam (quando nove pessoas morreram) parece ter sido definitiva no destino do evento. Ao contrário do que é comum se ver em casos como esses, a segurança não foi aumentada com inúmeros brutamontes desprovidos de neurônios. Não se vê um cara grandão sequer na segurança, e sim jovens normais, homens e mulheres, que têm como únicas armas a calma e a parcimônia. Vestido com os coletes laranjas, eles são apenas parte dos 20 mil voluntários que aceitam doar horas de seus dias pelo evento. Lógico que essa rapaziada tem como recompensa o fato de trabalhar 8 horas em um dos dias do festival e depois poder assistir tudo de graça. Mas pode acreditar, muita gente faz isso só para ajudar. Inúmeras são as senhoras de mais idades ajudando, seja controlando credenciais, seja arrumando espaço para mais uma barraca no camping. Elas não parecem estar tão preocupadas com o show do Franz Ferdinand que vai começar daqui a pouco. Essa moral toda, o festival não tem a toa.

Todo ano, 100% dos lucros do festival é doado para uma causa politicamente correta. Esse ano, a ajuda vai para o Camboja, especialmente para as mulheres de lá. Isso não significa que as bandas toquem de graça aqui, para aparecer bem na foto. Não. É todo mundo pago bonitinho com seu cachê normal. Não é a toa que muitas delas fazem o show integral dentro do festival, em vez daquela coisa diminuta e corrida que, por vezes, se vê. Roskilde conta com apenas um patrocinador, a marca de cerveja dinamarquesa Tuborg. E mesmo assim, a Tuborg só patrocina e não arbitra nada sobre escalações ou “coordenações artísticas”. O sucesso que faz todos os ingressos serem vendidos antecipadamente permite que a organização arrisque mais na escalação. Além de uma grande diversão, Roskilde é uma das principais feiras de música do mundo. Não tem banda ruim. Como disse Fabrício Nobre, -organizador dos festivais Bananada e Goiânia Noise, ambos em Goiânia - logo no segundo dia :“Pode até ter banda fazendo som que eu não gosto, mas banda ruim, não tem”. É (impressionantemente) verdade! Nos seis palcos, têm espaço desde a renovação local até o Bob Dylan. Desde o hype do Arctic Monkeys, até o jazz do Ed Motta. Desde o hiphop grammyado e cheio de cordões de ouro do Kanye West até os pés descalços do Ba Cissoko. Todo artista que sobe num palco não demora a justificar porque está ali. Não tem essa de que é amigo, de que é empresariada por fulano, de usar o festival de trampolim, nem de negociar casting com gravadora. É som bom e interessante a serviço da informação. A sensação é de que o Roskilde te explica o que há de bacana de música no planeta Terra e que você pode conhecer.

Se o Rio de Janeiro tem a Cidade do Rock, Roskilde tem o Estado. Além de uma área muito maior para os shows, se ainda somarmos os campings, os estacionamentos infindáveis, as lagoas para a galera mergulhar, as pistas de skates com telões pelos lados, blábláblá, dá umas 20 vezes o terreno onde acontece o Rock N Rio, quando ele é no Rio. Não bastasse só o tamanho, há o aproveitamento. Não há só shows rolando. Centenas de pessoas – eu disse isso mesmo, CENTENAS – têm a chance de montar suas barracas para vender todos os tipos de produto lá dentro. Desde comida turca até a Hemp House (calma, é de produtos de vestimentas), passando por inúmeras outras lojinhas de roupas, a maioria super cool e vintage. Além disso, diversas obras de arte plástica são colocadas para intervenção do público, como cubos vazados, onde as pessoas podem sentar, escrever, caixas coloridas, portas que ao serem abertas, jorram plantas e você pode se sentar dentro delas, enfim, doideira, porção de coisas bacanas. Tem também a galera que age em prol das boas causas, grupos de conscientização para situação da África, stands para combate a Aids, um palco para pessoas discutirem idéias e assuntos que surgirem na hora. Se preferirem, podem usar o espaço para cantar, recitar um poema, etc... E pode acreditar, o lugar fica cheio.

Para a galera por pra fora, muitos banheiros químicos, que, se não são cinco estrelas, são pelo menos utilizáveis. Para a galera que pode fazer em pé, diversos mictórios são espalhados por todas as partes. O Roskilde não dá mole, sabe que se não colocar nada nas paredes, a galera vai mijar ali mesmo, então, a maioria das paredes tem o seu mictório. Fácil, prático. O esquema só travou um pouco no último dia e a galera precisou sair urinando pelos cantos, mas era ultimo dia, o humor de todos tolerava aquilo.

O tratamento à imprensa também pode ensinar um pouco aos eventos brasileiros. Um enorme corredor é feito de um lado do terreno até o outro, passando por trás dos palcos, de tal forma que os jornalistas tenham facilidade para se locomover de um palco para o outro e cobrir tudo que for possível. Veículos de todas as partes do planeta – até onde pude apurar, o sobremusica era o único do Brasil – e de todos os tamanhos, disputam espaço nos vários computadores e dos roteadores da sala de informática montada para os jornalistas. O tratamento dado a um site independente brasileiro e a CNN é o mesmo, guardado as devidas proporções. Quando se precisa de algo, percebe-se que todos que trabalham estão ali para realmente te ajudar a resolver seu problema e não para desfrutar de autoridade e negar o que quer que seja. Se dá pra fazer, boa vontade não faltará.

As lições que o Roskilde deixa deveriam servir para os organizadores de eventos no Brasil. O público bem tratado é a grande arma que qualquer festival pode ter. Soluções inteligentes em prol da comunicação e da informação é uma via de mão dupla que satisfaz empresários e espectadores, sem falar na mídia. Quem sabe a gente um dia não chega lá. Chega?

23.7.06

O "Quatro" podia ter sido outro discaço



O vídeo já é um pouco antigo e mostra o Marcelo Camelo cantando uma música sua, Liberdade, que chegou a ser trabalhada para entrar no "4", mas ficou de fora.

O mesmo que aconteceu com "Santa Chuva" e "Cara Valente", por exemplo. Mais uma linda música - talvez uma das mais bonitas que ele já fez - que escapa às mãos dos Hermanos e que sobra nas mãos de um dos melhores compositores da música brasileira.

A faixa vai ser aproveitada pelo cineasta Flávio Tambelini, que pediu para utilizá-la em seu novo filme, O Passageiro. É linda demais.

3 Nada a Ver

Para Esvaziar a Cabeça de Pautas pela metade


Nada a ver

      Certas coisas dão bloqueio. Não adianta insistir, a mão treme, a cabeça se esvazia, a tela se mantém branca. Nada. Mas aí vem uma notícia no jornal, e quando dá no jornal é porque o assunto já tá velho.
      Tem um sujeito que é fantástico, bom demais, do nível de Tom Jobim. E acima de Sérgio Mendes, Paulo Moura e Eumir Deodato. Portanto, um maestro. O nome do gênio é Moacir Santos, saxofonista em primeiro lugar. Do nível de um Victor Assis Brasil.
      Esse cara é pouco conhecido por aqui – você já ouviu história parecida? – porque ainda novo, foi exercer o talento lá fora. No caso dele, nos Estados Unidos. Me recuso a entrar numa de dizer que o cara é portanto uma vítima. Se foi, é porque achou melhor. E se não voltou é porque acha melhor. Tudo na vida envolve decisões com perdas e ganhos, e é claro que nada é tão simples. Mas o Brasil ficou sem show de um gênio durante anos.
      Coisas é um dos discos fundamentais da vida. Para além de listas dos não sei quantos melhores de não sei que categoria, é uma obra linda, forte, densa e pop, leve, de vanguarda, daquelas que caem bem na receita inequívoca do respeito à tradição popular com curiosidade sem concessões pelo moderno e erudito. Sim, tudo começou com Villa-Lobos. Todos os naipes de metais do Brasil que não são funkeados passam por ele – com ou sem a consciência do arranjador.
      Pois bem, vou respeitar meu bloqueio e só te indicar isso. Existem pessoas livres. Você já tinha chorado com uma entrevista antes?




Nada a ver

      Já cansei de ouvir mais uma vez o disco novo do Chico Buarque. Não gosto, é chato. Pronto.


Nada a ver

      Reggae B toca a última terça de julho esta semana. Para quem entende de reggae, para quem acha que Kaya é o pior disco do Bob Marley, para quem acha que o reggae tá mais perto do rock ou do soul do que do forró, para quem entende a linha que começa no ska, passa pelo dance hall e dub, e vai para no reggaetón. Ou, em resumo, sem ioiô. Bidu e Marlon estão destruindo nos trombones, e um espetáculo de trombone ao som de reggae com Bi Ribeiro e João Fera em segundo plano não é pouca coisa para terça à noite.

9.7.06

O Ouvido da Copa do Mundo (II)

Gainsbourg e Zidane


       A França chega à final da Copa ao mesmo tempo em que Serge Gainsbourg chega aos meus ouvidos. A história do velho safado francês, que aproximou a chanson française do rock, inclui duetos com Brigitte Bardot e com uma série de outras musas. Mas Jane Bikins, mulher de Gainsbourg entre 68 e 80, reina absoluta acima de todas as outras. E a música Je T'Aime Moi Non Plus é o principal motivo.
       Se não dá para ligar o nome à pessoa, dá uma passada aqui, com certeza vai dar para se lembrar que já ouviu aquela introdução de órgão (opa!) Wurlitzer. A história dela começa com uma encomenda de Bardot a Gainsbourg, pela música mais romântica jamais composta. A loura francesa chegou a gravar a canção, mas impediu que ela fosse divulgada por achar o resultado muito indecente. Sobrou para Bikins, uma jovem atriz inglesa recém-casada com o francês, gravar, um ano depois, em 69. Era o verão do amor, revolução sexual, estudantes nas ruas, swinging England, e tudo conspirou para vendas absurdas, primeiros lugares nas paradas européias, e um veto do Vaticano. Pois é, os católicos conseguiram pressionar uma série de países (Itália, França, Inglaterra) a proibir a venda e execução de Je T'Aime Moi Non Plus.
       Mas daí já era, uma lenda tinha nascido. Marvin Gaye, 13 anos depois, seguiria a lição ao gravar 'Round Midnight'. A canção de Gainsbourg é safada, explícita mas com letra dúbia. Mais do que o sentido das palavras, direto mas com malícia, o que afeta o íntimo do ouvinte é o tom das vozes dele e de Birkin, entregues não exatamente um ao outro, mas ao prazer.
      Depois da introdução grooveada, o órgão dá poucas notas que mudam a levada para uma batida mínima, sem supérfluos. Eu te amo, ela diz. Eu também não, ele responde atrevido. Tudo muito doce, como eu disse, entregue. Em seguida, um verso demolidor, destrutivo, quase pornográfico. Eu sou a onda que não estoura, você a ilha nua. Sacou? A partir daí, é a descrição do caminho ao êxtase: eu vou e eu venho, entre teus rins, eu vou e eu venho, mas eu me seguro.       Ela repete do jeito dela, você vai e você vem, entre meus rins, você vai e você vem, e você se segura. A coisa segue, cada estrofe chamando a proxima sem pressa, só desejo. Ele conclui que o amor físico não tem obstáculos, vai, vem, entre os rins, vai, vem, se segura, até que ela pede: vem. E a música ainda tem um pedaço de gemidos dela. Os gemidos que incomodaram Vossa Santidade.

       A seleção francesa não chega a provocar arrepios ou desejos mais íntimos em ninguém, acredito eu. Mas tem lá seu charme gainsbourguiano. Tem momentos suingados, tem frases de órgão simples e eficientes (o Brasil saiu em uma dessas, super ensaiada), é até meio repetitiva na busca pela arrancada de Henry, por exemplo. Joga sem floreios demais, e isso está longe de querer dizer que joga feio. É direta e doce até o gol. Tomara que ganhe hoje à tarde.


       A propósito, em Paris, na casa onde morou, está na parede uma frase: "Serge não morreu. Ele está no céu, trepando".
       Duas sugestões de covers dessa música, inferiores à original, por Miss Kittin e Placebo.


Je t'aime, moi non plus

Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime!
Moi non plus.
Oh mon amour...
Comme la vague irrésolue
Je vais je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Entre tes reins
Et je me retiens
Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime!
Moi non plus.
Oh mon amour...
Tu es la vague, moi l'île nue
Tu vas tu vas et tu viens
Entre mes reins
Tu vas et tu viens
Entre mes reins
Et je te rejoins
Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime!
Moi non plus.
Oh mon amour...
Comme la vague irrésolue
Je vais je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Entre tes reins
Et je me retiens
Tu vas et tu viens
Entre mes reins
Et je te rejoins
Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime!
Moi non plus.
Oh mon amour...
L'amour physique est sans issue
Je vais je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Entre tes reins
Je me retiens
Non! maintenant
Viens!
((gemidos))

8.7.06

Show: Sonic Junior e Raul Mourão no CCTelemar

Encontros

       O Sonic Junior, agora só Juninho, tinha a missão de segurar sozinho, com percussão, bateria, muitas programações e um microfone a ansiedade e curiosidade de um auditório do Centro Cultural Telemar lotado. Para ajudá-lo, o vj de primeira viagem Raul Mourão.
       O artista-plástico, do lulinhapazeamor, juntou uma coleção de imagens de vários trabalhos e exposições que já fez e as mixou na hora, ao vivo, em cima do set do alagoano. Tudo projetado em três planos, um lateral ao palco e à platéia e dois ao fundo, sobrepostos, um menor do que o outro. Dois cinegrafistas registravam tudo, cada um de um lado do palco, e isso também era projetado e mixado ao vivo, dependendo da música.
       Cada uma tinha uma programação visual diferente. A que chamava a atenção era a projeção em computador do protótipo do lulinha e o Lula Guevara, providencialmente em Casa de Madame, do segundo cd ‘O Mundo Lá Fora’, que começa com os versos “Comadre acorda cedo e molha a cara pra enxergar...” Mas tinha também o vira-lata na Lapa, os corpos pendurados na parede, e as cores das fitas adesivas recombinadas nos isopores que ao fim da noite gelariam as cervejas e ficariam impressas sobre o cartão da festa.
       Juninho não parava de pular trocando de posição entre a percussão, a bateria e a mesa onde ficava o mixer e toda a parafernália eletrônica, que incluía o filho do theremin, um instrumento que era tocado por aproximação da mão – agindo sobre um campo magnético e distorcendo o sample de batida que rolava como base.
       Juninho só pegava no microfone vez ou outra, quando tinha que gritar sua poesia entre as batidas. Na maior parte do tempo estava improvisando sobre os grooves pré-gravados. Juninho pulando sobre as bases, e Raul cortando e loopando imagens no flow. Para o público, o resultado era a soma desses dois improvisos, uma viagem.

2.7.06

Roskilde 2006 (Quarto Dia) (2)

Entao... Fui la, ne...

O ultimo dia cheio de estrelas proporcionou uma intensa maratona. Ja deu pra descobrir que festivais como esses nao sao para se ver grandes shows e, sim, para sever de tudo, um pouco de cada um. Hoje foi impossivel fugir disso.

Balkan BeatBox foio primeiro show da maratona. Banda formada por americanos, alemaes, israelenses e ate gente da Macedonia. Passagem rapida por la, mas o publico comparecia em peso, apesar de estar rolando um Franz Ferdinand ali do lado. Na saida, fui ver, pela terceira vez esse ano, a apresentacao dos escoceses. Essa foi bem melhor do que a do Pinkpop, na Holanda, mes passado. Comparar como Circo Voador ainda eh covardia. Hoje, a banda se valeu de um som infinitamente melhor e com mais punch do que foi na Holanda. Kapranos estava todo soltinho, fazendo brincadeiras e elogios frequentes. Disse que era bom voltar ao Roskilde pela segunda vez, ja que na primeira, em 2004, uma forte chuva atrapalhou. O grupo aproveitou para mostrar uma musica nova. Pelo que se ouviu, a camiseta escrito Abbey Road, com a foto dos FabFour, vestida pelo baixista Bob Hardy, nao era a toa.

Cinquenta minutos depois, larguei o Franz e corri para o Jack White e seu The Racounteurs. Quem caiu na conto da carochinha de que nessa banda Jack era so um guitarrista, deumole. O Racounteurs eh tao banda de Jack White quanto os Stripes. Apesar de ele nao cantar a maioria das musicas, eh ele comanda a festa o tempo todo. Faz piadas, comentarios, solta frases, apresenta a banda... Entre os dinamarqueses, Steady as she goes ja eh hit. O grupo mostrou que eh muito competente. A disposicao de Jack fazia ter a sensacao de que o Racounteurs era a sua banda principal. Acho que pode acabar se tornando. O tipo de som que a banda faz nao esta muito em alta, esse rock-pop honesto, com violoes e ainda assim, pesado na medida certa.

Corre e Animal Collective. Recorta, cola, mistura, sintetiza, efeitiza e vambora. A colagem intensa a principio incomoda, soa estranho demais. Mas o artificio de fazer a conducao das passagens com a voz, ajuda a manter um que de melodia e facilita a digestao.

Kaiser Chiefs nao apresentou surpresas, so o que ja se sabe: eh a banda mais fraca dessas de novo rock. Um grupo com muito verniz e pouca invencao. O vocalista Rick Wilson eh um grande animador de auditorio. A banda fez um show para um publico pequeno e que foi diminuindo a medida que o show passava e o do Roger Waters se aproximava. Ao contrario do Franz Ferdinand, do Rakes, do Arctic Monkes, do Hard-Fi, o Kaiser Chiefs nao traz nada de original e interessante. O show mais blase do festival.

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Roger Waters

A fila para entrar na parte que fica colada ao palco foi disparada a maior que se viu nesta edicao do Roskilde, com cerca de 400 metros. Em segundo lugar ficou fila do show de nao+sei+quem quem nao passou dos 50 metros.

A apresentacao foi dividida em tres partes. Na primeira, basicamente a mesma apresentacao de In the Flesh, aquela que se viu no Brasil ha dois anos e que se pode conferir no ultimo DVD do cantor. A grande novidade era a segunda parte, com a performance do disco Dark Side of The Moon. O grande destaque da noite foi, mais uma vez, o som. A sensacao era de que se assistia um DVD em 5.1 Surround. As diversas caixas, espalhadas pelo campo, funcionavam de modo independente, cada uma jogando um barulhinho. Soh assim se pode tentar refazer o Dark Side ao vivo e funcionou muito bem. A terceira parte, o bis: Another brick on the wall e Is there anybody out there. Final apoteotico para as atividades no palco principal do Roskilde.

A festa final ficou por conta do otimo Infadels. Os ingleses pegaram poucos candidatos a aventureiros. A maioria do publico foi embora depois do show de Waters e perdeu a apresentacao do grupo, que ainda mandou uma cover da tal Steady as she goes. Periga ter feito ate melhor que o original. O grupo tambem eh dessa nova cena de indie-rock, usando teclados e sintetizadores.

Para jogar terra no caixao, ta la o Diplo, agora, mandando ver. Mas pra mim nao deu. Tive que colocar esse post aqui e talvez voce tenha visto que ele esta mais corrido que os outros. Eh verdade, mas eh porque a sala de imprensa vai fechar e tive que ser rapido. Prometo que, ao longo da semana, vou tentar fazer mais alguma coisa para fechar bonito o Roskilde, que foi do caralho! Mas me da uns dias, ta?

Roskilde 2006 (Quarto Dia)

O show dos norte-americanos do Mad Caddies abriu os servicos do sobremusica no Roskilde no dia de hoje. A mistura de ska com punk nao eh nova, mas parece (quase) sempre simpatica. Uma efervescencia que serve de recarga para o dia que comeca.

Em seguida, uma passagem rapida e um confere no palco ao lado, onde se apresentava o grupo uruguaio Bola 8. Uma mistura de salsa com hip hop e break causava efeito. Um trio de MCs a frente, dancava e distribuia sorrisos. Tipo de banda que falta no pop brasileiro, como disse uma vez o Bidu Cordeiro aqui no site.

Em seguida, o hype. Os ingle- seszinhos do Arctic Monkeys e a maior aglomeracao ate agora vista no palco Arena, que na pratica significa o segundo maior e mais importante, atras do Orange. Pouco espaco para os pes, cabeca mexendo para que a visao encontrasse um espaco entre um e outro pescoco dos galalaus da escandinavia. No meio - parecia piada facil, mas nao era - um anao dancava, curtindo o som dos macaquinhos. O show comecou decepcionando um pouco. Em alguns momentos a imaturidade sonora aparece. As caras de criancas dos integrantes sao ainda mais caras de crianca do que o que se ve nas revistas. Eles sao muitos novos e parecem nao estar prontos para o tamanho do talento das cancoes de Alex Turner. Nem ele esta. O garoto - que ta de haircut novo (e isso pode ser um sinal de nova tendencia a vista) - tem a pena azeitada e a promessa eh de que a carreira seja longa. Mas faltava uma consistencia no som, que muitas vezes, lembrava a de qualquer banda de sarau de colegio. E nao eh isso que eh o Arctic Monkeys? Eh. E ai, volta a ficar bacana. Aos poucos, a regularidade mediana da banda se estabiliza e as cancoes aparecem mais. "Mardy Bum" eh hino por aqui. La na frente, antes de mandar o grande sucesso "I bet you look good on the dancefloor" uma longa pausa entre a musica anterior - que agora eu nao lembro qual foi - e o inicio do hit. Afina guitarra, arruma-bagunca o cabelo e ele manda: "So, here we go" e comeca o riff que ja tem cara de eternidade, como o de "Smells like teen spirit". La pelas tantas, ele avisa: "Nos temos mais tres musicas pra tocar e o nome dessa eh "Fake Tales of San Francisco", com a certeza de que tem ouro nas maos. Uma certa, mas nao excessiva, arrogancia inglesa. Nesse final , ainda rolou "When the sun goes down" que pos fogo na plateia. O Arctic Monkeys tem seu valor - e eu, desde muito tempo falo isso - mas a banda esta entrando em campo com jogo ganho, e entrar em campo com jogo ganho, a gente viu ontem no que que da. Precisa bater mais um pouco de bola, treinar mais, mas o caminho eh esse mesmo. A conclusao final eh que as cancoes de Alex Turner estao a frente da propria idade dele e isso eh animador.

Wolfmother foi apontado pelo amigo Fabricio Nobre - que os viu semana passada em Amsterda - como a melhor banda de rock do mundo da atualidade. Fui la ver e devo discordar, apesar da banda australiana ser muito boa mesmo. As referencias comuns a Deep Purple sao faceis - o que nao significa que nao sejam verdadeiras - msa a banda tem frescor sim e o vocalista Andrew Stockdale transborda carisma sacudindo a cabelera e destruindo nos riffs. Nao necessariamente nessa ordem.

Depois, sim, a melhor banda de rock do mundo: The Strokes. A turne de "First Impressions of Earth" ja esta na metade final e o show ta mais redondo do que no Rio, ano passado. O repertorio nao mudou muito, soh variou a ordem. Mas isso ja tinha acontecido no Brasil. O visual mudou, saiu o mordomo de hotel e agora o preto-jeans Ramones toma conta geral. Julian, entao, esta pronto para entrar no lugar de Joey, se depender do figurino. Todos de preto e o guitarrista Albert Hammond Jr todo de branco. Sei que eles nao ligam pro visual, que sao rebeldes, bem sei... Nao importa. Fato eh que a banda levantou muita poeira no palco Orange e foi um dos shows mais animados que se viu por la. E no fim, assim que a banda saiu do palco, tocou DE NOVO, Could You Be Loved, de Bob Marley, assim como aconteceu nos dois shows do Rio. Eh, parece que nao foi soh coincidencia.

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Alias, por aqui nao faltam eh bandeiras e camisas da Jamaica e do Brasil. Depois do vexame de ontem, diminuiu um pouco, eh verdade. Mas ainda tem muitas. Alem dos dois modelos de camisa em homenagem (JURO QUE EH VERDADE) ao "DOUTOR SOCRATES" , escrito em portugues e com a cara dele, hoje eu vi uma do Leonidas da Silva. Faz todo o sentido, assim como essa selecao, todos foram craques, mas nao ganharam a Copa do Mundo. Esse ai do lado, eh o batera do Arctic Monkeys homenageando a terra de Robert Nesta.

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Alias (2), o filho do senhor Nesta foi responsavel pelo papelao do dia. Abandonou o festival na ultima hora porque sua namorada teve problemas para entrar na Dinamarca e foi parar na Suica. Eh. Pois eh.

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Pra botar esse post, acho que perdi o Placebo. Deixa eu correr que eh pra te contar do Franz Ferdinand, do Racounteurs, do Coldcut, do Kaiser Chiefs, do Animal Collective, do Roger Waters, do...





Roskilde (Terceiro Dia) (2)

Depois de ver o Zidane jogando, o Roskilde perdeu um pouco da magia nos momentos seguintes. Vamos evitar o texto sobre o sentido de uma Copa do Mundo ou a estranheza que eh estar fora dela. Mas o George Clinton Parliament Funkadelic nao fazia mais tanto sentido depois do jogo. O espirito ainda de ressaca nao permite muitas linhas, mas vamos la.

Entre a vitoria do Felipao e a derrota do palhacao, teve o Primal Scream fazendo um showzaco. Muita energia se utilizando do excelente sistema de som do Roskilde. No final, "Country Girl" fechou a tampa de um show que nao esteve tao cheio quanto merecia.

Depois da vitoria do Zidane, era hora do George Clinton. A caminho do palco, especulando justificativas e elocubrando sensacoes, vinha a sensacao de que aquele show, tao esperado antes do jogo e tido como a grande festa da classificacao brasileira no Roskilde, ja nao fazia mais tanto sentido. Tres musicas depois, isso se confirmou. O show estava redondo, a banda quebrando, todo mundo dancando, mas nao dava prum brasileiro. Com os outros dois amigos canarinhos, rumamos - por recomendacao de um deles - para a apresentacao do grupo alemao Ms. John Soda.

A banda se revelou uma gratissima surpresa, alem de ser a trilha perfeita para o momento. Me remetia a uma coisa meio lado b do Magic Numbers. Meio triste, mas bonito e sem desesperar. A vocalista Stephanie Bohn, que tambem faz parte do grupo pra-la-de-alternativo Couch, conduzia teclados, samples, e um baixo. Ao lado, outro baixo, de Micha Aacher. Bateria, outro teclado. Por vezes, o segundo tecladista toca uma guitarra. Mas na maioria do tempo, ela nao aparece. Dois baixos, teclado, sample e bateria. Um som docinho, entre o triste e o sereno. Feito pra voce.

O show do Ms. John Soda serviu para recuperar parte da paz mental. Exercendo o efeito catartico que era necessario, trouxe a galera de volta para o Roskilde. Ainda havia tempo para assistir um pouco de Kanye West, que apesar de eu nao curtir, fazia um show bacana.

Pra terminar, uma outra grande surpresa. Sem referencias e nem porque, fui assistir o show do Hammond Rens. Surpreendemente, uma das melhores coisas do Roskilde. Um jazz alegre, pra cima, colocando todo mundo pra dancar. Carregados pelo baterista dinamarques feroz, Kresten Osgood, o grupo conta ainda com o monstro do orgao de Dr. Lonnie Smith, um senhor com cara de indiano que toca com vestes tipicas. Completa o time o saxofonista e frontman Michael Blake e um percussionista. O show dancante foi bom para preparar a volta para a barraca com um pouco da alegria perdida. Surpresa das boas, coisa tipica de aparecer numa escalacao de Tim Festival.



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Hoje, Roskilde eh a sede mundial do hype. Vou la e ja volto.

1.7.06

Show: Flu na Sala Sidney Miller

No Mundo do Flu
      Flu entrou no palco da sala Sidney Miller, no Centro do Rio, ao lado de Marcelo Callado (baterista do Canastra), Benjão (guitarrista do Nervoso) e Marcelo Fruet (parceiro e gaúcho). Um celular toca com o hino do Flamengo, todos se olham, o auto-falante tinha acabado de pedir para que fossem desligados. Os quatro começam a se desculpar: “não sou eu, meu time não é esse”. Sem muita pressa ou preocupação, ajeitam-se, e começa o show, com uma música instrumental climática, com a voz repetindo um alauilarauê em diferentes inflexões, meio Rush, mas nem tanto pirofágico: Flutune.
      Quem canta é Flu, ex-baixista do DeFalla e trilheiro de metade dos curtas de Porto Alegre. Ao fim da música, se apresenta já antecipando a piada, e aproveitando o gancho: “eu sou o Flu, mas é apelido, até porque eu sou do Internacional de Porto Alegre. Do Fluminense é ele aqui”. Ele aqui é o Benjão, que dali a pouco assumiria o baixo passando a bola da guitarra. Eu penso em incentivar o irmão tricolor, mas a sala escura é formal demais, me inibe.
      No palco, um pouco pela visível falta de ensaios (que não compromete - os músicos são bons; só sugere como poderia ser outra coisa), outro tanto pela seriedade do espaço de cadeiras de teatro, mais ou menos 20% ocupadas às 19 horas de uma quinta de Copa do Mundo, os quatro compensam a frieza com informalidade. Marcelo Fruet faz solos de Van Halen ou levadas brasileiras e dispara bases eletrônicas gravadas em um Ipod ligado a uma Direct Box, um pouco como o Djangos também faz. Só para citar um. Um expediente que fica mais acessível e prático do que há um tempo, quando era feito via md. A onda é ótima, dar peso e diferentes timbres a uma apresentação com formação simples.
      Entre faixas instrumentais e outras com letras do mundo ordinário, de um gato preguiçoso (Enxão Xá) a um “Vou cantando, vou dançando para brincar”, Flu transporta para um mundo lúdico, como diria uma frase de “Memórias de Super-8”, onde a música não é um show de moda. Com a sempre interessante presença da eletrônica, ora com cara de música de video game, ora não. Da praia para o metrô. Em uma mesma canção, a banda pode ser psicodélica e romântica quase brega, em levadas mais ou menos roqueiras, mais ou menos grooveadas.
      Não é à toa que as duas covers apresentadas são dos Mutantes e uma Lovin’ You que eu não peguei de quem era, em algum lugar dos anos 70.
      Flu pára e conta uma ou outra história sobre as músicas, antes de esperar que todos se ajeitem e tudo flua de novo. Sem trocadilho. No que vai chegando o fim da apresentação, vem a única letra própria que gravou, sobre dança e diversão, e emenda com Rei do Mundo, um funk triste de Tonho Crocco, do Ultramen, que cita Tom Jobim, A Felicidade. Daí para uma gauchesca de refrão “não amo você”, e o fim com um pedido por liberdade calminho, Freedom.
      O bis, improvisado, foi uma versão cool, como tudo o mais, do clássico Eu Bebo Sim, com solos de ruídos de Benjão e de notas longas e bends de Fruet. Tava bom para o dia.

Roskilde 2006 (Terceiro Dia)

Para comecar, o show do Seeed. A banda, que eh uma das mais populares na Alema- nha, desfilou por aqui. Apesar das desaven- cas entre os dois paises, eles foram bem recebidos. Nao perderam a chance de dar uma zoada nos suecos, que foram eliminados nas oitavas. Eles tao podendo, eliminaram a Argentina! Arriba!

Com uma mistura de hip hop, dub e ragga, o Seeed lembra qualquer coisa do Outkast. Sao onze malucos no palco. No release do festival (provavelmente feito antes da Copa), eles sugerem que o Klinsmann deveria substituir todo o seu time pela escalacao do Seeed... As letras do Seeed alternam alemao e ingles. No show, eles falaram em ingles o tempo todo, o ponto fraco ficou pela titubeada que eles deram de mudar os refroes de alguns de seus maiores sucessos. O ultimo disco, Next!, foi elogiado por aqui e os caras estao em alta.

Kieran Hebden, mais conhecido por Four Tet, fez um show com o baterista Steve Reid. Misturando jazz com sons sintetizados disparados pelo laptop, nao me convenceu. Ta bom, eu sei. A culpa eh minha que nao consigo me envolver facilmente com esse tipo de som, afinal, a apresentacao foi muito bem recomendada, mas sei la. Chato, assim como DJ Grazzhoppas DJ Big Band. Mas desses eu nem posso falar tanto,pois vi apenas o inicio do show que se apresentava sonolento. Os doze DJs pareciam so formar uma aglomeracao, mas do que um som de verdade. Os scratches discretos, poucas surpresas. So comecou a ficar legal quando entrou o sax e a cantora negra com aquele sotaque de gospel+funk americano. Mas ai, ja tinha me tirado a vontade. Era melhor ir almocar logo.

The Ex, a banda punk setentista, mostrou que barulho eh atemporal. Muita bagunca e correria no palco. Cru e anarquico. Mais nervoso do que o Arctic Monkeys, que toca amanha. Os meninos poderiam ter vindo tomar uma aula de punk, mas ainda bem que nao vieram.

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Agora vou la ver como eh que ta a disputa do Fado Gaucho contra o Rock. Parece que a galera ta torcendo pelo rock. Da-lhe Felipao!

Roskilde 2006 (Segundo Dia) (2)

Na sequencia de Matisyahu, veio o show de Klose. O alemao que esta fazendoa diferenca nessa Copa. Podem dizer que ele eh so um Tulio loiro, que so mete gol. Eh mais ou menos. Tambem achava isso ate antes dessa Copa. Desde 9 de junho, ele esta jogando o fino da bola.

Os shows continuaram, mas eu tive que parar e assistir o desempenho argentino. Dinamarqueses odeiam alemaes. Por isso, na tela de plasma onde assisti o jogo, aqui na area de imprensa do festival, nao havia torcida a favor. So contra. Vitoria da torcida contra argentina, no caso eu! Comemoracao exaustiva.

A alegria estava comecando. Apos a vitorias da rapaziada do Klose, encontrei dois brasileiros: Ronaldo Lemos, o cara do Creative Commons e do Overmundo e seu amigo tambem gente-boa, Carlos. Tive o prazer de dar a noticia da derrota argentina para a rapaziada. Os dois voltavam do show do Morrissey e tinham gostado. Mais o Ronaldo, do que o Carlos, que estava um pouco decepcionado mais com o repertorio do que com a atuacao do ex-Smith. Eu, como nao tinha curtido o show que ele fez no Pinkpop, preferi o Klose. Nao posso falar sobre como foi aqui. Voltando ao esquadrao germanico - olho neles, Parreira! - e para comemorar a derrota hermanica, nada melhor do que uma cerveja e uma coxa-de-pato com pure de batatas. (??)

Nada melhor??
Eh, sei la. Era o que tinha.

Ja comecava o show do Happy Mondays, quando avistei no meio da multidao os senhores Fabricio "BananadaGoianiaNoiseMQN" Nobre e Gustavo "PoraodoRock" Sa. O quinteto brasileiro estava formado o quinteto brasileiro para assistir o tal do Robert Zimmermann.

Bob Dylan fez um dos shows mais concorridos da noite. Apesar de ser o mais alto do quinteto brasileiro, em funcao do nosso posicionamento lateral, tambem nao consegui ve-lo. Levei alguma vantagem, pois o chapeu do rapaz chegou a entrar algumas vezes no meu campo de visao. Dylan fez questao de ficar no fundo do palco o show inteiro, de nao tocar violao, de nao falar com o publico nem para dar boa noite.

Marcelo D2 veio ao Roskilde pra fazer um bom show, cheio de macacadas. Tentando falar um ingles, que nao conseguia, repetindo "lets make noise", chamando a galera a responde-lo, no aspecto musical ate que ele nao fez feio. Ja estava ganhando a plateia, quando na terceira ou quarta musica, apresentou Fernandinho Beatbox. Esse sim, ganhou o Roskilde. Improvisando com talento, ele mandou varias musicas conhecidas das pistas de dancas do mundo inteiro. Ainda recorreu aos riffs de "Seven Nation Army", do White Stripes, e de "Smoke on the water", do Deep Purple. Quando ele voltou para a posicao de coadjuvante, o jogo de D2 ja estava ganho. Com o repertorio baseado principalmente no repertorio de seu segundo disco, " A procura da batida perfeita", ele foi levando. Improvisou homenagens a Joao Nogueira e Jovelina Perola Negra, como ja costuma fazer no Brasil. Citou sem rancor BNegao e Black Alien nas letras de "Queimando Tudo" e "Contexto". Chamou a percussionista Layse Sapucahy para cantar e rebolar "Atoladinha", do MC Bola de Fogo. Depois entrou para dividir os vocais em "Glamurosa", de MC Marcinho e "Rap da Felicidade", de Cidinho e Doca. Show tipico pra gringo. Para fechar, uma certa hora uma loira invadiu o palco e deu-lhe um beijo. Ou seja, noite completa para Marcelo D2.

Todos os artistas vindos de paises do terceiro mundo estao colocados no palco Ballroom. D2 tambem estava la e tocou para um bom publico, estimado, por mim, em 1000 pessoas. Mas a Rockphoto nao fez fotos do rapaz e, por isso, estamos desamparados aqui... rsrsrs


Enfim, a casa própria
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